Qual a diferença entre blogs e sites jornalísticos?

19 07 2007

Tem gente que ainda insiste em fazer essa questão. Para terminar de vez com esse falso debate, aqui vai a solução: blogs tiram férias! Até agosto :-)





Webmail do Terra: uma aula de falta de usabilidade

19 07 2007

Semana passada perguntei para um webdesigner e ex-aluno quantos cliques eram necessários para ele enviar uma mensagem no GMail. Ele achou graça e respondeu desconfiado: “Depois de aberta a janela, apenas um clique…claro”.

Pois é, mas quem pena no webmail do Terra não tem essa sorte. Mas vamos em câmera lenta, para que você compreenda que “usabilidade” não é um conceito discutido pelas equipes do Terra.

Passo 1: Escreva sua mensagem.

Enviando e-mail no Terra

Passo 2: Pergunte-se por que uma segunda tela questiona se você quer salvar esse endereço na agenda de contatos.

Enviando e-mail no Terra 2

Passo 3: Irrite-se com a singela mensagem “Sua mensagem foi enviada” e o singelo botão de “OK”. Enquanto isso, divirta-se com as propagandas que o Terra obriga você a olhar.

Enviando e-mail no Terra 3Você fica então se perguntando por que o segundo maior portal do Brasil não junta os dois primeiros passos em uma única janela. Intrigado, você indaga por que esta empresa que atua em diversos países da América Latina lhe mostra uma tela apenas confirmando o óbvio. Será que essa informação não poderia ser mostrada através de uma janela sobreposta, programada em Ajax? Ah, talvez o Terra não saiba o que é isso. O caro leitor não precisa conhecer esse jeitão Web 2.0 de programar sites. Mas um portal não saber…francamente. Outra coisa: será que não ensinaram ao Terra que existem outras formas mais inteligentes e menos intrusivas de se ganhar dinheiro com propaganda na segunda geração da Web?

Bem, faz uns dois anos que penso em capturar essas telas para mostrar em aula, mas sempre esqueço. E faz ainda mais tempo que o erro abaixo insiste em ocorrer.

Se você quiser encontrar uma mensagem em sua caixa de correio, basta usar o mecanismo de busca, não é? Sim, mas cuidado…

Busca no Terra

Eu disse que não era para teclar “Enter”! Para que o mecanismo funcione, você deve clicar “Buscar” que fica lá em cima (por que não fica embaixo do campo de busca?).

Busca no TerraAh, você percebeu que os nomes de algumas pastas estão em português, enquanto de outras em inglês? Chique, hein?

Você deve estar frustrado por não saber o que quer dizer “Erro no Dispatch”. Não se preocupe, o Terra não é muito educado. Ele gosta de chamar as pessoas de burras.

Bem, talvez você seja mais inteligente e use o GMail. Enquanto isso, eu vou aqui aprendendo na prática a falta que uma boa usabilidade faz.





Acidente aéreo e jornalístico

18 07 2007

Nesta manhã, recebi uma mensagem do professor Vinícius Andrade Pereira, na lista de discussão da Compós, questionando se nosso colega Denilson Lopes Silva estava de fato no triste acidente com o vôo da Tam. A pergunta se justificava pois o Globo Online noticiava seu falecimento.

Informação errada no Glogo

O que aconteceu com o vôo 3054 é lamentável. Mais um fato que se soma ao caos aéreo que afeta nosso país, que já causou a perda de centenas de vidas.

Mas é também assustador o que jornalistas despreparados fazem em sites de notícias na Web. A informação equivocada, que causou ansiedade entre tantos assinantes daquela lista de discussão, foi copiada pelo Globo Online do site gaúcho ClicRBS. Tanto o site da RBS (afiliada da Globo) quanto o Globo Online quebraram a regra básica de checagem de informações.

O jornalista da RBS foi ao Google e digitou o nome de todas as vítimas do acidente. Quando buscou por Denilson Lopes Costa, encontrou o currículo do professor Denilson Lopes SILVA como primeiro resultado. Faça a mesma busca e veja como o irresponsável jornalista não prestou atenção no que encontrou.

Será que mais uma vez se justificará o erro pela falta de tempo e pressão dos editores?





O futuro da Web

16 07 2007

Qual será o futuro da Web?Na quarta passada, dei uma entrevista para um jornalista do Estadão, responsável pelo site Link. O jornalista estava interessado em saber qual será o futuro da Web. Ele me questionou se um único site poderá reunir todo tipo de informação e todas as ferramentas de interação em um mesmo lugar. A matéria sobre redes sociais foi hoje publicada aqui. A conversa por telefone durou cerca de 20 minutos, mas o jornalista não deu importância para o que falei e usou sua própria pergunta como sendo minha análise sobre o tema. Bem, vamos ao que eu realmente penso sobre essa questão.

Logo do NetvibesNa primeira geração da Web, os portais serviam como página de entrada na rede. Hoje, na Web 2.0, multiplicam-se os sites altamente personalizáveis, nos quais você pode selecionar e posicionar as informações e serviços que mais lhe interessam. Os principais concorrentes nesta categoria são o MyYahoo, iGoogle, Pageflakes, e Netvibes. Cada um deles oferece uma grande quantidade de módulos de conteúdo: notícias, jogos, quadrinhos, calendário, previsão do tempo, vídeos do YouTube, etc. Além disso, você pode cadastrar seus feeds preferidos. Ou seja, pode assinar os blogs e sites de notícias que mais lê. Em vez de acessar um portal que lhe diz o que há de mais importante, você define o contéudo e a interface que realmente lhe agradam. Já testei o MyYahoo (creio que foi o pioneiro no segmento), iGoogle e Netvibes, e acabei preferindo o último.

Logo do Google ReaderHoje, contudo, a página inicial de meu navegador é o Google Reader. Este site oferece um sistema mais eficiente para a leitura de feeds. A interface, que está longe de ser tão bonita quando aquelas do Pageflakes e Netvibes, tem aquele jeitão conservador que caracteriza o Google. No Reader, posso ver quais são os posts e as notícias mais recentes dos blogs e sites que acompanho. Para quem gosta de blogs, é uma ótima pedida. Pode-se saber em quais deles há algo de novo, sem que se precise visitar um a um. Realmente é muito chato chegar em um blog e encontrar o mesmo post de 2 dias atrás ;-)

Logo do FacebookO Google também tem o orkut, conhecido de todos os brasileiros. Mas, a briga no segmento de redes de relacionamento vem esquentando. Nos Estados Unidos, o todo poderoso MySpace está perdendo espaço para o Facebook. Este último começou como um serviço fechado. Só estudantes universitários e funcionários de certas organizações podiam se cadastrar. Com a abertura dessa rede a qualquer internauta, e com a possibilidade de se personalizar a interface e incluir widgets (até de bichinhos virtuais, versões atualizadas do Tamagoshi), o Facebook ganhou espaço. O próximo alvo pode ser o próprio orkut, já que uma versão em português já está prometida.

Logo do FlickrO jornalista do Estadão queria saber se, ou melhor, ele insistia que uma dessas redes de relacionamento se transformará no site onde encontraremos tudo o que precisamos. Discordo dessa aposta. Quanto mais serviços se inclui em um mesma interface, mais se corre o risco de perder o foco. Veja-se por exemplo o orkut. No dia 11 de julho, a simpática indiana Nandini noticiou no blog oficial do orkut o lançamento de um sistema para a leitura de feeds. OK, mas essa funcionalidade fica muito aquém do Google Reader. O álbum de fotos do orkut também parece muito limitado. Mas como e por que concorrer com o Flickr (em minha opinião, o site mais bem resolvido da Web 2.0)? E para que aperfeiçoar a interface da páginas de vídeos se o YouTube oferece um serviço muito melhor? Se o Google possui todas essas ferramentas, por que não integrá-las em um único site. Estratégia, oras! Quando se tenta acertar em muitos alvos ao mesmo tempo, acaba-se por não acertar nada em cheio.

O jornalista queria saber qual é o futuro da Web. Eu também quero. O Google, o Yahoo, o Murdock e todo mundo também!





Passeata contra a corrupção

15 07 2007


Em meu último post relatei minha decepção com as constantes notícias sobre a corrupção em nosso país.

A cobertura da imprensa tem sido bastante competente. Não faltam documentos, entrevistas e análises sobre cada nova denúncia. Mas, no meio de tanta lama, dá vontade de fechar os jornais, desligar a TV e sumir. Contudo, nosso silêncio apenas interessa aos principais atores dessa novela policial.

Na sexta-feira, enquanto eu dirigia para a universidade, pensando no post que escreveria, ouvi na Band News que a OAB gaúcha estava organizando uma manifestação contra a corrupção no centro de Porto Alegre. Pois, logo depois de publicar minha insatisfação sobre a crise institucional e minha passividade diante dos fatos, decidi participar do protesto.

Na Esquina Democrática, no coração da cidade, encontrei centenas de pessoas reunidas diante de um palanque onde representantes de 70 entidades se revezavam em curtos discursos. As lideranças, que se acotovelavam no apertado palco, não compartilhavam preferências partidárias. Em outros debates, estiveram em lados opostos. Mas, naquele momento, o protesto contra a impunidade era consensual.

Nos folhetos distribuídos durante a manifestação podia-se ler:

AGORA CHEGA! Esse é o grito que está engasgado na garganta dos brasileiros. Nunca se viu tanta corrupção, tantos escândalos na mais diferentes esferas administrativas deste país. E o pior: mesmo quando a corrupção é descoberta, logo em seguida vem a impunidade. Ninguém agüenta mais. É hora do Brasil reagir.





Auto-exílio jornalístico

13 07 2007

VergonhaNesta quarta, fui celebrar o final do semestre com meus alunos do PPGCOM. Como a noite estava muito divertida, acabei esquecendo meu casaco no bar. Ontem voltei ao local para buscá-lo. Infelizmente, o gerente me informou que ninguém havia devolvido nenhum casaco. Ou seja, fui roubado. Tudo bem, casaco se compra outro. Mas, fiquei me perguntando: quem ainda hoje teria interesse em roubar algo de pequeno valor? Certamente em Brasília ninguém rouba casaco. Quem iria se interessar por tão pouco?

A coisa anda tão feia por lá, que nas últimas semanas iniciei um auto-exílio jornalístico. Na verdade, fingia para mim mesmo que esquecia de pegar o jornal. Passei a escutar música enquanto dirigia. Trata-se de uma situação muito estranha para quem era motivo de piada por assinar três jornais impressos, só escutar a BandNews e passar horas assistindo a transmissão ao vivo das CPIs na época do mensalão.

Mas a situação foi piorando. O jornal passou a ser muito interativo para o meu gosto. Eu já não conseguia mais tomar meu café descansado. Na capa, Calheiros me mostrava a língua. Na página seguinte, Roriz ria da minha cara. Na mesma editoria, seu suplente (não quero lembrar seu nome) me ofendia com palavrões. Não aguentei tanta humilhação e fugi.

Jocoso, Tom Jobim costumava dizer que a melhor saída para o Brasil era o Galeão. Mas os tempos mudaram. O Galeão está com todos os vôos atrasados e ainda por cima mudaram o nome do aeroporto para Tom Jobim. Quanta sacanagem.

Além de humilhado, reconheci minha passividade. Por que não saio na rua batendo panelas? Por que não compro uma bengala para bater nos Calheiros da vida? Além disso, percebi que também sou incompetente na arte de cobrar propinas, trocar favores e vender gado.

O que alguém tão humilhado, contemplativo e incompetente pode fazer? Alguém sabe onde posso assinar a Caras?





Solidão na rede

10 07 2007

Véspera de feriadão, mas ##GrEkK0o## não viajou. Passou a noite navegando pela internet. No orkut, releu seus últimos scraps e visitou as páginas dos seus amigos. Depois, saltou para os perfis dos amigos de seus amigos. Deslogou e voltou a se logar, desta vez com uma conta fake. Entrou em diferentes comunidades e distribuiu insultos, protegido pela máscara de seu personagem virtual. Depois de um banho quente, voltou para o computador. Nenhum de seus parceiros estava online no MSN. No webmail, apenas spam. De blog em blog, ##GrEkK0o## encontrou muitos comentários divertidos. Mas não se interessou em acrescentar nada. Dedos e mente cansados, ##GrEkK0o## percebeu-se só. Sentido um grande vazio, desconectou da rede e foi dormir.

Blogged with Flock

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Flock: o browser da Web 2.0

9 07 2007

Logo do FlockAlém do Pownce, estou testando um novo programa. Trata-se do browser Flock, cuja versão 0.9 está sendo lançada oficialmente nesta terça (mas já estava disponível no site há alguns dias). Na verdade, eu já tinha testado umas versões anteriores. Mas logo em seguida desistalei o programa, pois estava ainda cheio de bugs. Desta vez, fiquei muito impressionado.

O esforço da equipe é produzir um navegador totalmente voltado para as ferramentas de colaboração da Web 2.0. Por exemplo, estou escrevendo este post na ferramenta de edição de posts do Flock. As imagens que você vê foram arrastadas diretamente de seus sites originais para cá, sem que eu precisasse copiar e colar URLs. E, ao selecionar um texto em uma webpage, basta clicar com o botão direito na opção “Blog this” para o trecho ser copiado automaticamente para a janela de edição. Esse recurso funciona com os principais serviços de blog na rede.

A interface gráfica é a melhor que já vi em um browser. É elegante e de excelente usabilidade. Ao cadastrar sua conta no Flickr ou YouTube, você tem acesso a suas imagens e de seus amigos na Media Bar, conforme a imagem abaixo. Para vê-las diretamente no site original, basta clicar na miniatura. Muito funcional e inteligente. Ah, você ainda conta com uma interface intuitiva para envio de imagens para o Flickr.

O Flock ainda facilita o envio de links para amigos e o uso de serviços de social bookmarking como o del.icio.us e ma.gnolia (esse eu não conhecia ainda). O browser também oferece um leitor de feeds e um interessante clipboard para textos e imagens encontrados na web.

A maior parte das extensões do Firefox funciona no Flock, já que ambos têm a mesma base operacional. Eu ainda estou tendo uns probleminhas sincronizando a barra de favoritos através do Google Browser Sync, mas creio que isso será resolvido em breve.

Enfim, vale a pena fazer o download e testar. Mas cuidado para não ficar de queixo caído!

Blogged with Flock

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Twitter e Pownce no ringue do microblogging

8 07 2007

Havia um tempo em que o termo microconteúdo era usado para a definição de blogs. Mas como descrever o microblogging: micro-microconteúdo?

Microblogging refere-se aos processos interativos mediados por interfaces como Twitter, Jaiku, Moodmill, Hictu, e Tumblr. Trata-se basicamente da publicação de uma frase sobre o que se está fazendo naquele momento. O próprio slogan do Twitter define essa nova onda: What are you doing? E recursos para microblogging já vêm sendo incluídos nas interfaces de sites populares da Web 2.0, como nas redes de relacionamento Facebook e Bebo e no serviço de blogs Xanga (o Xanga Pulse).

E como quase tudo na Web 2.0, o microblogging virou uma febre instantânea. De uma hora para outra, o Twitter pipocou nas páginas da blogosfera. Enquanto se lê um post, fica-se sabendo se o blogueiro está escrevendo um artigo, indo viajar ou jogando mega-drive. A ênfase no instante, na transmissão online do aqui e agora, é facilmente percebida pelo uso constante do gerúndio. Blogar é dizer o que se pensa sobre algo que se fez, leu ou viu; microblogar é dizer o que se está fazendo. No blog, se pensa sobre o que se escreve; no micropost, se escreve!

O interessante é que o microblogging cria uma nova interface para um processo que se popularizou entre nós de forma emergente. Ora, não é nada incomum ver pequenas frases ao lado do nome dos amigos listados no MSN sobre o que eles estão fazendo.

Confesso que nunca me interessei muito pelo Twitter. Ele me exigiria uma dedicação com a qual não conseguiria me comprometer. Para que o microblogging tenha sentido, é preciso publicar constantemente. Por exemplo, qual a graça de ver no Twitter do blog da Maria Clara que, 40 dias atrás, ela estava jogando mega drive?!!! Ou ela largou o mestrado e continua jogando até hoje?

Meu colega Henrique Antoun, por sua vez, prefere publicar em uma mesma interface o que um conjunto de pessoas (amigos ou não) e até mesmo instituições (como a BBC) estão publicando em seus Twitters.

O Jaiku oferece uma interface melhor. Mas acho que esse serviço vai acabar sendo o que as fitas Beta foram para o VHS: um competidor mais sofisticado, mas que não emplaca. A Web 2.0 é mesmo cruel! Funciona como uma festa, que é legal porque está cheia. Não importa se o bar ao lado é melhor e tem bebida mais barata.

Na verdade, eu ia escrever este post na semana passada e ia comentar que apostava que o Twitter seria comprado em breve pelo Yahoo (o que ainda não duvido). Mas eis que surge um competidor mais interessante, e que conta com a criatividade de Kevin Rose, o criador do site de notícias colaborativo Digg. O Pownce ainda está em versão de testes, mas só se fala dele nos sites especializados. Trata-se de uma mistura de microblogging, com mensageiro instantâneo (infelizmente, esse recurso ainda é extremamente lento) e uma interface para se compartilhar arquivos e links com os amigos.

Eu já estou testando o sistema (veja minha página). Gostei da interface gráfica e da possibilidade de escolher temas diferentes. Além do site na Web, o Pownce oferece um programa (baseado na tecnologia AIR, da Adobe) para se acompanhar o microblogging de amigos e baixar os arquivos compartilhados. Creio que em breve esse programa terá mensagens instantâneas em tempo real, sem que se precise apertar o botão de refresh ou se aguardar a atualização automática da tela. Mas prometo uma análise mais detalhada em um próximo post.

Será que isso representará o fim do Twitter e….do MSN e do GTalk?

PS: Como o Pownce ainda está em fase inicial de testes (a chamada versão Alpha), para se entrar no sistema é preciso receber um convite de alguém que já esteja cadastrado. Já que os convites são muito limitados, o hype em torno do Pownce cresceu ainda mais (típico da Web 2.0!). Nesse espírito, muitos blogs estão fazendo concursos para a distribuição de convites. Claro, este blog não poderia ficar de fora dessa onda. Por acaso (!) tenho dois convites sobrando para distribuir. O primeiro será dado para o primeiro leitor/comentador que responder as seguintes perguntas: a) quem matou Deus?; b) quem matou o homem?





Pós/Vida 2: Tese, para quem?

4 07 2007

Pós/Vida 2
Neste segundo episódio do Pós/Vida, é uma honra contar com a participação do gato mais bonito do mundo: Yoda.