Entrevista sobre o livro “Interação Mediada por Computador”

30 08 2007

Livro O programa Livro Aberto, produzido pela PUCRS, está veiculando nesta semana uma entrevista sobre meu livro Interação Mediada por Computador: comunicação, cibercultura, cognição, recém lançado pela Editora Sulina.

Meu colega Juremir Machado da Silva, como sempre, fez perguntas excelentes sobre a vida online.

Veja abaixo a primeira parte da entrevista.

Você pode ver as partes dois e três diretamente no site do YouTube.





Novas redes de relacionamento

29 08 2007

O caderno de informática do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicou hoje uma matéria sobre redes de relacionamento voltadas para o trabalho, como o Linkedin e o brasileiro Via6. Dei uma pequena entrevista para essa matéria, mas voltarei a esse tema em um próximo post.

Enquanto isso, gostaria de compartilhar com vocês alguns projetos que venho desenvolvendo na área de redes de relacionamento. As idéias são boas e bem fundamentadas, mas não tenho achado investidores. Vejam abaixo um resumo executivo desses projetos e seus respectivos logos no melhor estilo Web 2.0.

TerrorSpaceJustificativa: Todos sabemos que as organizações terroristas contemporâneas funcionam em rede. E é isso justamente que assusta: se antes podia-se localizar um grupo terrorista em uma determinada floresta, por exemplo, hoje seus membros dispersam-se por vários países mantendo a comunicação entre si. Como se vê, existe aí uma demanda ainda insatisfeita, um importante nicho a ser coberto por uma rede de relacionamentos online para a interconexão dos participantes da rede.

Problema: As fotos em cada perfil precisarão ser bem maiores, para acomodar o tamanho da barba dos participantes. Em virtude da maior dimensão das imagens, os arquivos ficarão mais pesados, prejudicando o tráfego das informações.

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MyTráficoInJustificativa: Diante de um imenso público de adolescentes que ingressaram em uma profissão muito cedo, este novo serviço de interação online de redes de tráfico buscará misturar características de diversão juvenil do MySpace com funcionalidades profissionais do LinkedIn.

Problema: Os perfis dos adolescentes inscritos no serviço rapidamente deixarão de ser atualizados, pois, segundo estudos de marketing, seus responsáveis logo migrarão para a rede dos céus.

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ÓdiosterJusticativa: Como o orkut oferece apenas uma interface para colecionar amigos, comunidades de interesse e ferramentas para julgar se uma pessoa é confiável (ícone de sorriso), legal (ícone do gelo) e sexy (ícone de coração), esta rede visa um novo nicho. Através dela você poderá reunir seus inimigos, disparar spam e vírus para todos ao mesmo tempo, julgá-los com ícones de facas, forcas e gotas de sangue.

Problema: a concorrência deslavada deste site fake: Arsebook.

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Exclu�dobookJustificativa: A web não é uma rede igualitária. A maior parte dos brasileiros não tem acesso ao ciberespaço. E, como se não bastasse, uma rede de relacionamentos para a elite abastada está para ser lançada: Diamond Lounge (dica da Teca). Diante de tanta exclusão digital, o Excluídobook aceitará apenas aquelas pessoas que nunca viram um computador pela frente.

Problema: Nossos pré-testes ainda não chegaram a uma conclusão sobre porque nossos beta-testers não gostaram da interface, o sistema de busca e os fóruns.

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Rede!Justificativa: Este serviço baiano, que leva este singelo título, serve para… nada. Afinal de contas, uma boa rede é para se descansar.

Problema: Levará muito tempo para ser produzida.

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E você, tem alguma sugestão para novas redes de relacionamento?





Paris

28 08 2007

Faz quase um mês que te deixei, mas continuo sonhando contigo. Como esquecer tua beleza e tua luz.

Não há nada que eu possa escrever sobre você que não tenha sido dito antes. Mesmo que me esforce, eu não teria como ser original. Você é exatamente como tinham descrito. A única novidade, impossível de transcrever, é a experiência que vivemos juntos.

Só posso dizer que você não tem aquela beleza americana, que deslumbra pelo excesso. Você vai mostrando seu charme aos poucos, em cada curva, a cada vinho. E quando parecia que já tinha te desvendado, você surpreendia mais uma vez. Cheia de histórias para contar, cada caminhada era uma nova descoberta.

Sei que um dia vamos nos reencontrar. Enquanto isso, engano a saudade olhando tuas imagens.





Para ler Harry Potter

27 08 2007

Caixa de iivros do Harry Potter

Enquanto esmurra a porta, o pai de ##GrEkK0o## berra: “Sai daí, garoto. Está na hora de você pegar um sol. Na sua idade eu estava jogando bola, quebrando vidraça…”. Não adianta, ##GrEkK0o##, que não dormiu nada nesta noite, só vai sair do quarto quando terminar de ler o PDF do último Harry Potter que baixou de uma rede P2P. Se pelo menos já houvesse a tradução para o português…





Uma viagem pela vida e por 8 blogs em meia-hora

23 08 2007

Como venho discutindo as interações na blogosfera, decidi fazer um pequeno passeio nos arredores do WordPress.com. Esse serviço oferece um recurso para se saltar de um blog a outro aleatoriamente. Essa volta está relatada abaixo na mesma ordem em que foi trilhada.

Eric no ZooEric Wong foi ao zoológico de Wichita com os amigos de Ai-Chan. Esse passeio foi tão divertido que rendeu muitas fotos e risadas. Já para Joe Buhler, turismo é coisa séria. Especialista em comércio eletrônico de pacotes turísticos, ele relata que, segundo uma pesquisa recente, os internautas têm dedicado mais tempo à busca e leitura de conteúdo na Web. Buhler percebe que esse dado aponta novas oportunidades para os sites dedicados a viagens. Baz não apenas busca conteúdo na rede, mas também escreve sobre o que mais gosta: música. Além de conversar sobre os melhores raps, Baz gosta de compartilhar clipes engraçados. Gilles07 é outro blogueiro que curte viagens. Ele nunca foi ao carnaval de Nova Orleans, mas recomenda que todo mundo vá. Enquanto isso, Bevin Chu esforça-se em traduzir e criticar matérias publicadas sobre a vida em Taipei. Já Mads Klinkby está mais ocupado em celebrar sua certificação na Microsoft. Agora, ele acumula os seguintes títulos: MCP, MCDBA, MCSD e MCTS. Esse punhado de letras, contudo, não faz o menor sentido para Mediocre Housewife. Ela, que sempre sonhou em casar e ter filhos, está realizada em dedicar-se a sua família. O marido está celebrando 32 anos, é fiel e muito engraçado. Seus filhos, que nasceram de partos difíceis, são lindos e carinhosos. Davor Prcovich, por sua vez, também adora computadores. Mas diferentemente de Klinkby, prefere usar Macs. Prcovich gosta de ajudar as pessoas a usarem melhor suas máquinas. Ele sugere que elas freqüentem fóruns em busca de soluções, mas lembra que devem ter paciência no aguardo das respostas.

Esse breve passeio por blogs sorteados ao acaso nos revela uma amostra da vida que atravessa a blogosfera. É ali que Eric, Gilles07 e seus amigos prolongam a alegria de estarem juntos, que Buhler e Klinkby falam sobre suas carreiras, que uma jovem celebra a decisão de dedicar-se à família e ri dessa opção. É também no virtual que Chu envolve-se politicamente na vida de Taipei e que Buhler lucra com a mobilidade geográfica.

Pois é nesse espaço tecnológico que os dados e afetos circulam, que valores sociais e monetários são trocados, que a economia e as tensões sociais são potencializadas. A blogosfera, no entanto, não é um espelho da vida. Ela é a própria vida. Não é a existência aqui que é lá refletida. Ora, é a mesma vida que escorre e cria liga nesses diferentes cenários.

Um internauta não fixa no blog o que pensa. É com ele que reflete sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Essa interação, claro, modifica a todos. Enfim, no blog lemos o mundo em voz alta. E mais, o blog é um espaço de escrita coletiva: de posts… de subjetividades.





Blogs como crônicas do nosso tempo

22 08 2007

Planeta destru�doMuitos anos após a destruição de todas as formas de vida na Terra, eis que chega uma missão de um planeta distante. Na superfície, restaram apenas rochas, terra e todo material produzido pelo homem. Edificações, estradas, veículos e eletrodomésticos restaram quase intactos ao fenômeno que aniquilou todas as espécies vivas. Impressionados com o que encontraram, os cientistas que chegaram na nave passaram a tentar desvendar quem havia vivido naquele estranho e seco planeta.

As construções e vias ajudaram a compreender onde morava e como se locomovia a espécie hegemônica no planeta. Mas, os dados mais valiosos foram encontrados em pequenos aparelhos que traziam informações codificadas sobre a vida na Terra. A tecnologia disponível aos cientistas extra-terrestres permitiu que capturassem e transcodificassem com facilidade os dados contidos nos mecanismos plásticos encontrados.

Dentre todos os arquivos, os que mais chamaram a atenção foram aqueles mais tarde identificados como blogs. Escritos em diferentes línguas, os registros descreviam com detalhes as formas de convívio, trabalho e organização social. Mais do que meras descrições, os escritos (rudimentares aos olhos daqueles cientistas) traziam reflexões de seus autores sobre si, os outros, as relações sociais e políticas, suas ocupações, suas cidades e sobre o próprio planeta em decadência.

Mesmo diante dos infinitos relatos e das tensões e conversações arquivadas textualmente, os cientistas não conseguiam compreender como aquelas civilizações tão ricas culturalmente, que escreviam e discutiam sobre todos os fatos de sua vida, não conseguiram deter a própria destruição.





O que são blogs, afinal? Ou, manifesto pelo respeito à complexidade da blogosfera

20 08 2007

BlogApesar de superficiais, a comparação de blogs com diários íntimos e a questão sobre blogs serem ou não jornalismo ainda circulam com alguma força. E o mito de que blogs não passam de textos irresponsáveis e sem fundamentação agora inspira até uma equivocada campanha publicitária. De onde vem essas confusões esteriotipadas?

I – A teoria

Conforme discutimos em um artigo anterior (Primo e Smaniotto, 2006), o termo blog tem 3 conotações, o que pode gerar mal-entendidos. O termo “blog” designa não
apenas um texto, mas também um programa e um espaço. Para simplificar esta discussão, apresento a seguir exemplos dos diferentes usos do mesmo termo:

  1. como programa: “Parei de usar o Blogger. Instalei o WordPress”;
  2. como espaço: “Não encontrei seu blog no Google. Qual o endereço dele?”;
  3. como texto: “Li ontem o seu blog e gostei do que você escreveu”.

A confusão entre blog/programa e blog/texto é responsável por boa parte dos estereótipos sobre esse fenômeno da cibercultura. Da mesma forma que não se pode dizer que aquilo que se imprime em papel é sempre jornalismo ou sempre superficial, por que impor ao suporte blog apenas um modelo discursivo. Em outras palavras, o uso de um blog/programa não determina que o blog/texto deverá seguir um gênero específico, nem ter esta ou aquela qualidade. Ora, diversos são os gêneros que ele pode assumir (ver Recuero e Herring et al, por exemplo). Como sabemos, um blog/texto pode ser jornalístico, outro pode ser confessional, um terceiro pode trazer poesias, enquanto outro servir de registro de procedimentos organizacionais que se quer compartilhar entre todos os funcionários.

E para se analisar um blog/texto, deve-se atentar apenas para um determinado post (a unidade mínima) ou para todos os posts em um blog/espaço? Ou de todos os posts que um internauta publicou na blogosfera? Essa opção de pesquisa depende do foco do estudo. Trata-se de um desafio esquivalente àquele enfrentado por um pesquisador de um certo poeta. O que deve estudar? Uma determinada poesia, um dos livros, toda a obra?

Por outro lado, não se pode esquecer que blogs/texto (pelo menos os que não desativam a interface de comentários) são criados através de um processo de escrita coletiva. Além dos posts do(s) blogueiros(s), que ocupam o espaço mais privilegiado na interface, os comentários devem ser vistos como parte do blog/texto. Os debates têm um impacto sobre o grupo e inclusive sobre a redação de novos posts.

Tendo em vista essa produção colaborativa, não se pode deixar de reconhecer os blogs como importante espaço de sociabilidade. Portanto, o blog/espaço pode se transformar em um ponto de encontro de um grupo de interagentes. A interação recursiva e o comprometimento dos participantes com o grupo pode resultar na emergência de uma comunidade virtual.

Por outro lado, a leitura de um blog/texto não se vincula necessariamente à visita a um blog/espaço determinado. Hoje, com os leitores de feeds (como Google Reader e Netvibes), pode-se acessar os posts longe do blog/espaço original.

II – O manifesto

É preciso abandonar as definições apressadas e confortáveis do que os blogs são ou deveriam ser.

Um blog não deve ser sério ou engraçado, jornalístico ou escrachado, bem referenciado ou utópico. Os blogueiros definem o foco, o gênero e o tom de seus blogs/texto e negociam essas opções com suas audiências. Enquanto essa produção for interessante e prazerosa, o blog continuará a ser atualizado.

Pensador e computadorOs blogs são mais do que texto, são espaços de interação. Para além do mero registro informacional, blogs podem ter uma importância relacional, enquanto espaço de sociabilidade e convívio. A própria conversação em um blog/espaço pode ser um fim em si mesmo.

Blogs/texto não são escritos necessariamente para agradar ou ampliar a audiência. Eles podem limitar-se a um exercício de auto-reflexão. Na verdade, a escrita de todo post é um momento de avaliação das perspectivas próprias.

Blogs podem também ter um impacto político ao oferecerem condições para que os fatos que afetam a vida do blogueiro e de sua audiência sejam debatidos e para que notícias da grande mídia não sejam apenas esquecidas.





Pós/Vida 3: Pierre Lévy e suas fãs

17 08 2007

Pós/Vida 3: Pierre Lévy e suas fãs

Observação: nesta HQ sobre tietagem na academia nenhuma maquiagem foi usada na Dani Reule. Para conhecer a maior leviete da blogosfera, veja este post da Maria Clara.





Acidente aéreo e institucional

16 08 2007

O ministro da Defesa Nelson Jobim vem repetindo na imprensa que não está preocupado com o terrorismo das empresas aéreas, que ameaçam que as mudanças pretendidas acarretarão aumentos nas passagens. Mas será que ele já conhece o primeiro mandamento da TAM?

Antes de prosseguir, visite o site da TAM e clique no link “Institucional”. Ao entrar nessa seção, selecione a opção TXT 1 (que usabilidade péssima, hein?) e depois visite o link “Filosofia”. Ou simplesmente veja abaixo a imagem dos sete mandamentos da empresa.

7 Mandamentos da TAM

Na verdade, faz dias que recebi um e-mail da Danielle Reule com essa informação. Apesar da circulação dessas mensagens, a TAM não parece ter ficado desconfortável. Ou, de fato, eles não estão muito preocupados com a imagem da empresa. A TAM confirma em seu primeiro mandamento, que nada substitui o lucro. Nem mesmo a segurança está acima do lucro. Isso não é surpreendente, de fato. Uma empresa que usa o overbooking como estratégia (apesar dos funcionários do balcão serem treinados a dizer que trata-se de um erro no sistema), que atrasa revisões e desrespeita os passageiros mostra que segue à risca o seu primeiro mandamento.

Você faria uma cirurgia com um médico que avisa que seu principal compromisso é com o lucro? Você estudaria em uma escola cujo slogan destaca o lucro como meta primeira? Sim, sim, sabemos que qualquer empresa em uma sociedade capitalista visa o lucro. Esses dividendos servem de motivação para o desenvolvimento da empresa e do país. Contudo, o lucro deve estar acima da segurança dos clientes de uma empresa aérea? Ah, sim, a empresa menciona a segurança no terceiro mandamento.

Mas, para não terminar este post de forma ácida, que tal rirmos um pouco do último mandamento: “Quem não tem inteligência para criar tem que ter coragem para copiar”.





O grito de desespero do Estadão

14 08 2007

A blogosfera está comentando e eu não poderia deixar de discutir. O Estadão, que vem há anos perdendo espaço, elegeu os blogs como seu arqui-inimigo. Vejam só! Com uma campanha metida a engraçadinha, o Estadão erro o foco e a piada. É ainda mais curioso ver que esse grito de desespero vem justamente de uma empresa que se gaba de ter um portal dedicado à tecnologia. Bem, pelo jeito eles não entendem nada sobre o fenômeno de blogs.

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De fato, a mídia impressa tem a Web como um novo concorrente. A busca por conteúdo na Web vem inclusive crescendo. Conforme o instituto de pesquisa Nielsen/NetRatings, o internauta dedica hoje metade de seu tempo na rede lendo notícias e assistindo vídeos. Trata-se de um crescimento de 37%, observado nessa pesquisa de 4 anos. Claro, busca-se tanto conteúdo jornalístico quanto cômico (ninguém é de ferro, não é?). Só que a concorrência entre blogs e mídia convencional não é privilégio do Estadão. Mas, enquanto a Folha de São Paulo vêm investindo em colunistas de peso e na atualização do conteúdo gráfico, o Estado de São Paulo insiste em seu conservadorismo. Ao passo que a Folha discute o que está sendo comentado nos principais blogs do país, a campanha do Estadão compara blogueiros com macacos (sobre isso, veja uma divertida análise no blog da Gabriela). O interessante é que como blogueiros também lêem jornais, e inclusive dependem deles para atualizar suas publicações online, o Estadão critica o seu próprio público potencial. E mais, acusa os leitores de blogs de estúpidos.

Alguns comentaristas do blog Pensar Enlouquece sugerem que essa arrogante campanha é na verdade uma estratégia de buzz marketing da agência Talent. Bem, os publicitários acertaram, a blogosfera está discutindo os anúncios e o comercial de TV. Mas será que o “falem mal, mas falem de mim” aumentará o valor da marca Estadão? De minha parte, passo a ter ainda menos respeito pelo jornalão desesperadão.

Talvez o Estadão e a Talent ainda sonhem com os tempos em que os jornais eram a única fonte de informação. Mas não há como voltar ao século XIX. Hoje, além de rádios, revistas, TVs e jornais, também nos informamos na Web. Ou seja, é a partir desse conjunto de informações que construímos nossa visão de mundo. E, além de nossa discussão sobre essas notícias com nossos amigos e colegas em contextos presenciais, também temos um espaço de debates na blogosfera. Pois os temidos blogs contribuem para que notícias não sejam esquecidas ou “absorvidas” impunemente. Cada blogueiro e comentarista, ao refletir publicamente sobre algo noticiado na grande mídia, expõe-se e coloca suas perspectivas à prova. Através do conjunto de pequenos debates em cada post, o grupo dá novo significado ao que a mídia tradicional transmite.

Para ver todos os anúncios da campanha, visite o blog Brainstorm #9. Para rir da cara do Estadão, veja o vídeo abaixo. Você poderá perceber que apesar do aumentativo do apelido do jornal, ele pensa pequeno.