O Windows no futuro

31 10 2007

VidenteAtravés de minha incrível capacidade de prever o futuro, e depois de ler hoje uma matéria no jornal sobre pessoas fazendo um “downgrade” para o Windows XP em virtude de dificuldades com o Vista, consegui ter uma visão de que cara o Windows terá daqui a 4 ou 5 anos.

Baseando-me em uma impressionante capacidade de concentração e antecipação do futuro, quero apresentar-lhes aqui uma imagem do futuro da Microsoft e das funcionalidades do Windows Hasta la Vista 2012.

A interface gráfica é incrível e os novos recursos são de cair o queixo!

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O grafo não é a rede

29 10 2007

A Análise de Redes Sociais (SNA) de vez em quando é chamada de um método sem uma teoria. Mesmo assim, ela vem entusiasmando nós pesquisadores da cibercultura por poder apresentar uma série de métricas e grafos (como o reproduzido abaixo) para o estudo de redes sociais, cujas estruturas são explicitadas na Web através de links.

Grafo

Por outro lado, o blog BubbleGeneration traz uma provocativa crítica e postula: “o grafo não é a rede”, em um claro trocadilho com a máxima “o mapa não é o território”, de Korzybski. Segundo este filósofo, a abstração de algo não é a coisa em si. Em outras palavras, é como se um artista fizesse uma escultura observando uma modelo e mais tarde defendesse que a escultura é a própria modelo (usei essa ilustração neste artigo sobre inteligência artificial).

Em um minúsculo post, o BubbleGeneration defende que o grafo é diferente da rede social, pois o primeiro é um estoque, enquanto o segundo é um fluxo.

De toda forma, entendo que a SNA pode oferecer dados quantitativos sobre a estrutura de uma grande (ou enorme!) rede social a partir do registro dos links e suas direções (ou seja, se um nó envia ou recebe um link, ou se trata-se de uma conexão recíproca) em um determinado momento. Contudo, as diferentes fórmulas que podem ser aplicadas a esse retrato não podem revelar a dinâmica social que extravasa a (ou se esconde na) mera fotografia da interconexão explícita entre os nós.

Ou seja, o problema do uso de grafos sociais emerge quando se passa a acreditar que eles são uma prova suficiente para a interpretação dos relacionamentos entre as pessoas. Essa postura pode perigosamente travestir o carcomido corpo estruturalista com nova e sensual roupagem!

Para ilustrar de forma lúdica o problema em se tirar conclusões definitivas sobre a dinâmica social sem conduzir-se uma observação qualitativa durante um certo período de tempo, responda as perguntas a seguir baseando-se na imagem abaixo:

Fam�lia Jones?

1 – A família Jones é formada pelo senhor Jones, senhora Jones e Johnny;
2 – Johnny está fazendo seu dever de casa enquanto assiste TV;
3 – A senhora Jones está tricotando um blusão;
4 – Eles têm um gato;
5 – Eles estão olhando um programa noturno de TV.

A imagem e essas perguntas (reproduzo apenas algumas delas aqui) foram publicadas em um livreto sobre comunicação em 1968. Apesar de alguns pressupostos daquele texto estarem desatualizados, esse exercício ainda é bastante interessante. Veja abaixo as respostas que o antigo livreto traz para as questões anteriores:

1- Você não sabe de fato se esta é a família Jones, nem tampouco se existem outros membros da família que não estão presentes;
2 – Você não tem como saber se Johnny está fazendo dever de casa ou não. Você sabe apenas que ele tem um livro diante de si;
3 – Você não pode ter certeza que trata-se da senhora Jones, nem o que ela está tricotando;
4 – Poderia ser um gato do vizinho “sentindo-se em casa”;
5 – Você não sabe se é noite ou não, apesar das luzes estarem ligadas. Pode ser meio-dia, mas as cortinas foram fechadas.

Isto não é um cachimbo

Enfim, creio que a SNA pode coletar e analisar grandes volumes de dados. Esse método e suas métricas podem oferecer importantes indícios sobre os relacionamentos mantidos em serviços na Web como blogs, redes de relacionamento, fóruns, etc. Por outro lado, é preciso conduzir em paralelo, ou em um momento seguinte, investigações qualititativas (como análise das conversações, entrevistas, etc.) para o estudo daquilo que os grafos estáticos não podem revelar… antes que as dinâmicas sociais sejam reduzidas à troca econômica de links. Caso contrário, o estudo quantitativo de laços, me perdoem o trocadilho infâme, vai apenas encontrar nós cegos.

to be continued… :-)
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Gerador de poesias dadaístas

23 10 2007

Depois de publicar minha “Fantástica Coleção de Geradores de Texto“, lembrei que eu mesmo tinha produzido anos atrás alguns geradores de texto. O primeiro traz uma versão digital da receita de poesia dadaísta do Tristan Tzara, que produzi juntamente com Camila Gonzatto em 1999. Para visualizar o projeto, clique na imagem abaixo (você precisará instalar o plug-in Shockwave, que era popular na época. A instalação é muito rápida!).

Tela inicial do antimecanismo

Leia abaixo o texto que escrevi na época sobre este projeto experimental, que visava criticar a navegação determinística do que chamo de hipertextos potenciais:

A tela inicial do “Antimecanismo” apresenta um inusitado readymade. No dadaísmo, essas peças tinham o intuito de dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como esculturas. Os antimecanismos eram máquinas produzidas com o único objetivo de desconcertar e provocar o público. A combinação de um cabide comum de lavanderia com um vulgar mata-moscas (foto e escultura produzidas especialmente para este hipertexto) põe em conflito duas situações contraditórias do movimento: o dinâmico (o mata-moscas) e o estático (o cabide).

A escolha do título é uma brincadeira com este hipertexto que tem por trás um código fechado que potencializa o funcionamento correto do produto. Por outro lado, apesar da estrutura determinística do código, o conteúdo gerado não é nada fechado. Constitui-se então em um mecanismo que não serve para a produção de nenhum texto específico. Mesmo os links no interior de cada texto não levam para nenhum lugar que o leitor/autor planejasse, deixando-o em uma construção aleatória.

Alguém poderia argumentar que trata-se de um mecanismo para geração de textos inúteis. Um mecanismo de geração de textos que não serve para nada. Finalmente, poderia-se também dizer que o título está dentro da perspectiva dadaísta, no sentido de não ter um comprometimento em dizer qualquer coisa ou explicar a obra.

Uma das motivações que conduziu à produção deste hipertexto foi o fato de que os links apresentados em sites na Web são normalmente fruto de uma programação estreita que conduz sempre a um mesmo destino, tantas vezes o link ou botão forem clicados. Nesse sentido, e inspirado pelo anarquismo dadá, programou-se uma peça em que os links (com exceção de alguns poucos) despertam sempre resultados aleatórios e imprevisíveis. Portanto, trata-se de um hipertexto onde a relação entre cada palavra-âncora não está rigidamente determinada.

Entretanto, por trás de “Antimecanismo”, mais do que uma obra dadaísta informatizada e que permite a interação de pessoas navegando na Web, há a intenção de por em discussão a questão da seqüencialidade textual. Em muitas discussões emerge uma distinção entre texto impresso seqüencial e hipertexto informático não-sequencial. Será fiel essa dicotomia?

Tristan TzaraA poesia dadaísta, na radicalidade sugerida pela receita de Tzara, toma um texto impresso e estilhaça seu ordenamento. Cada palavra torna-se um fragmento dissociado das outras palavras que compunham a mesma página. Mas, para não dizer que este pequeno pedaço de papel rasgado já não tem nenhum traço de sequencialidade, poderia-se sugerir que no interior da palavra ainda existe uma seqüência de letras que constituem a palavra e seu reconhecimento (mesmo que falte alguma letra ou contenha algum erro de redação).

Ao serem colocadas todas as palavras recortadas em um saco, os fragmentos serão mais uma vez reaproximados, mas em um novo ordenamento e em diferentes planos. Ao ser agitado o saco, as proximidades e afastamentos entre cada pedaço do texto original serão alteradas randomicamente. Poderia, paradoxalmente, dizer-se que no interior do saco em agitação as palavras não teriam nenhuma ordem entre si, ou, pelo contrário, contra-argumentar-se que estariam compondo breves seqüencialidades que logo dão lugar a outras enquanto o saco é agitado.

Ao serem dispostas na tela, as palavras sorteadas serão posicionadas com alguma relação espacial entre elas. Como foram ordenadas aleatoriamente, o leitor pode ler cada uma na ordem e direção que desejar: de cima para baixo, em diagonal, etc. Porém, mesmo que faça a leitura de forma não-convencional ele não imprime uma certa seqüência em sua leitura? Logo, poderia se falar em não-linearidade ou seria melhor pensar em multi-seqüencialidade? Uma coisa é tratar de ausência de qualquer seqüência, outra é supor diversos ordenamentos possíveis.

Finalmente, por detrás do sorteio aleatório das palavras também existe uma programação fechada. Um dos momentos de maior trabalho na produção deste hipertexto localizou-se nessa fase. Queríamos potencializar o caráter não-previsível dessa poesia. Para tanto, foi necessário a redação de várias linhas de código fechado que assegurassem o sorteio dentro dos limites planejados.

Mesmo que as palavras pareçam estarem impressas sobre os pequenos papéis rasgados, tratam-se na verdade de elementos diferentes. Queríamos que em cada sorteio uma palavra não aparecesse sobre o mesmo papel. Assim, palavras e papéis são sorteados em separado e sobrepostos visualmente. Precisou-se também fazer uso do recurso de “listas” para se evitar que um mesmo papel ou palavra aparecessem duas vezes na interface (pois o sorteio informático comum não evita isso).

Portanto, mesmo por detrás de todo movimento do aleatório, existe uma programação em um sistema fechado, guiado por um planejamento prévio e determinístico que viabiliza certas ações e proíbe outras. Logo, com este hipertexto, pretendeu-se oferecer uma interface que pudesse servir para a discussão de questões como não-linearidade, imprevisibilidade, leitura e autoria, etc.





Geradores de texto para todos os gostos

19 10 2007

Sexta-feira. Dia de relaxar um pouco aqui no blog. Mas o que publicar? Uma nova história em quadrinhos sobre a vida acadêmica? Uma pequena ficção do ##GrEkKO0##? Puxa, se eu tivesse um gerador automático de posts… Claro! É isso! Eureka!!!

Fantástica Coleção de Geradores de Textos

Se você está na faculdade ou no pós já deve conhecer o Fabuloso Gerador de Lero-Lero. Para que perder tempo escrevendo um artigo para a disciplina se em segundos você pode gerar automaticamente um texto de excelente argumentação? Agora, se você estiver fazendo um curso sobre pós-modernidade em algum país de fala inglesa, deverá preferir este gerador de paper pós-moderno.

Isto está parecendo brincadeira, né? Pois uns estudantes do MIT tiveram um artigo aprovado em um desses congressos picaretas com um paper gerado no mecanismo SCIgen. Vale a pena visitar o site, ler o trabalho e saber mais sobre a denúncia que fazem de eventos “científicos” caça-níqueis. Bem, mas se leu este post muito tarde e já tem seu artigo pronto, não deixe de usar este gerador de palavras-chave. Por outro lado, se você é um professor e está chocado com estas dicas, não desespere. Existe um mecanismo feito sob medida para você! O “Farejador” que busca identificar plágios em qualquer tipo de texto.

Agora, se você trabalha com Marketing deve estar imaginando como seria bom ter um mecanismo que reproduzisse os chavões sempre usados nas reuniões administrativas. Infelizmente, não achei um software pronto para isso. Mas o Business Embromation é um excelente (e divertido) roteiro para o mesmo fim (dica da Candice Habeyche).

BushExistem também os geradores de textos de diferentes gêneros literários. Sonhando em escrever como o Jorge Amado? Use este eficente mecanismo. Para criar poesias sem depender de um dia inspirado, muitas são as opções. O Rob’s Amazing Poem Generator, por exemplo, gera poesias a partir de palavras de um site indicado. Para poemas românticos, use o Love Poems Generator. Agora, se você gosta de Haikai, escolha entre Instant Haiku Generatror, Haiku-O-Matic, e Random Word Haiku. Este outro, o Bushku Generator, cria poesias inspiradas no George W. Bush. E tem até um fantástico gerador de haikai EMO! Ah! Para poesias voltadas para o público Emo, o MiGuXeiToR © ® ™ pode ser muito útil (dica da Gisele)

Caso seu projeto seja escrever telenovelas, prefira o simulador de folhetins do Manoel Carlos ou de novelas italianas da Globo. Se por acaso você criar algum personagem da classe D, não deixe de usar esse utilíssimo gerador de nome de pobre.

Por outro lado, se o seu sonho é escrever letras de músicas, escolha o gerador pelo estilo: Tribalistas, Engenheiros do Havaí e até samba enredo!

Agora, se nada disso lhe interessou e você está achando que não é nada criativo, seus problemas acabaram! Crie uma empresa revolucionária para a Web 2.0. Use este poderoso Gerador de idéias, crie o nome da empresa com o Web 2.0 Company Name Generator e faça o logotipo com o gerador já citado aqui: Web 2.0 Logo Creatr. Não deixe de criar um botão promocional com o Button Maker.

Finalmente, se você achou bacana algum desses programas, faça uma resenha jornalística usando o Gerador de texto enlatado para análise de software.

Update: acrescentei no post seguinte um gerador que fiz de poesias dadaístas.

Update 2: não deixe de conferir minha Sensacional coleção de conversores de textos.





Mapa mental: Tecnologia e Práticas Sociais

17 10 2007

Nesta segunda, participei do ciclo de debates “Além das Redes de Colaboração“, promovido pela Associação Software Livre e pela Casa de Cinema de Porto Alegre, com apoio do Ministério da Cultura. Durante minha palestra no painel “Politizando as Tecnologias: como as redes reconfiguram a sociedade, a educação e a cultura?” apresentei um mapa mental em que faço um paralelo entre diferentes categorias de práticas sociais (conhecimento, autoria, educação, etc.), a partir da tipologia de 3 fases do desenvolvimento tecnológico, propostas por André Lemos (2002).

Conforme prometido na palestra, publico abaixo a imagem do mapa mental (agora com uma nova organização visual), compartilhado sob licença Creative Commons. Você ampliá-la e salvá-la em tamanho 1200X858 clicando na imagem abaixo.

Tecnologia e práticas sociais

Como sempre, conto com a ajuda de vocês para aperfeiçoar o mapa e corrigir possíveis erros conceituais.

Em tempo: a versão corrigida do mapa mental da Cibercultura, através das colaborações que venho recebendo, será publicada em novembro.

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XMIND 2008 Pro: excelente programa multiplataforma para mapas mentais

16 10 2007

Screenshot o XMINDUltimamente venho usando o método de mapas mentais/conceituais para aulas e palestras. Além de uma experiência visual que facilita a compreensão da interconexão entre idéias e conceitos, os programas desse gênero dinamizam o registro e organização de informações.

Eu costumo começar o processo digitando livremente tópicos e sub-tópicos, ainda sem muita preocupação com a estrutura final (o que também é ótimo para brainstorming). Em seguida, passo a prestar atenção ao modo visual do mapa mental. Nesse momento, organizo visualmente os conceitos e suas relações. Finalmente, acrescento ícones e cores aos diferentes tópicos e sub-tópicos.

XMIND LogoMuitas pessoas vêm me pedindo sugestões de programas que podem ser usados para esse fim que não fiquem limitados a essa ou aquela plataforma. Como uso Macintosh, nem sempre os programas que eu uso estão disponíveis para Windows e Linux. Para essa demanda, eu recomendo o XMIND 2008 Pro. Programado em Java, o software é multiplataforma, tem uma interface de boa usabilidade e um resultado estético final muito interessante. Além disso, conta com um modo de apresentação dinâmico em tela cheia no qual você pode abrir cada “galho” à medida que vai discutindo cada tópico. É bacana ver como o programa centraliza automaticamente cada tópico clicado. Veja nesta página uma lista ilustrada de todos os recursos disponíveis (entre eles exportação para diversos formatos).

Eu já tenho uma licença e estou bastante satisfeito com o produto e com o suporte atencioso dos desenvolvedores. Entrei em contato com eles e consegui um excelente desconto para meus leitores. Visite este link para adquirir com valor reduzido, ou neste outro link com um desconto adicional para professores e alunos.





Estadão e Paulo Autran: a emergência do jornalismo vidente

15 10 2007

O blog Teleguiados, de Cristina Padiglione, traz uma série de críticas à cobertura da mídia sobre a morte de Paulo Autran. Infelizmente, ela “esqueceu” de comentar o erro mais grave, publicado pelo Estadão, que justamente veicula o seu blog. Apesar de você encontrar nesta nota do jornal que o ator faleceu às 16h10, o Estadinho já havia noticiado que o falecimento ocorrera horas antes. Confira na imagem abaixo, capturada por Aloisio Milani, o horário da publicação. (Engraçado que a notícia ainda está disponível aqui!)

A prova do crime

Assim, o Estadão inaugura um novo gênero jornalístico, o jornalismo vidente. Infelizmente, depois de criticar a blogosfera e apresentar-se como estandarte da credibilidade, existe sempre um blogueiro à espreita (como o Milani, a Gabriela Zago, o André Deak e o Fagundes) cuidando os erros do jornalzinho (lembra disto aqui?) e outro fazendo uma crítica inteligente.

Enfim, às 11 ou 16 horas, a verdade é que perdemos um ator referencial. Tive oportunidade de vê-lo apenas uma vez ao vivo, no monólogo Quadrante. Mas gostava de relembrar a experiência sempre que o ouvia no rádio, nos últimos meses, com uma coluna de mesmo nome.

Em tempo: você já clicou naquele botão no pé da página do site do Estadão, intitulado “Conheça nosso código de conduta“? Pois o texto do tal código diz o seguinte: “Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado: informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos”. Quem sabe o próprio Estadão dá o exemplo?

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Use o Google Reader de maneira mais eficiente

12 10 2007

Logo do Google ReaderFaz tempo que cadastrei o Google Reader como minha página inicial no Firefox. Sempre que abro o navegador, fico sabendo instantaneamente quais blogs e sites favoritos foram atualizados, sem que eu precise visitar um a um. Mas apenas agora estou aprendendo a usá-lo de forma mais eficiente. Ou seja, nem sempre clicar em ícones e links com o mouse é a maneira mais rápida de se navegar. No caso do Google Reader, você pode usar diversos atalhos de teclado para dinamizar sua leitura de feeds. Na verdade, o uso de atalhos em sites é uma das novidades da Web 2.0.

Veja seguir uma lista dos atalhos mais úteis no Google Reader:

  • para abrir e ler cada feed assinado, use as teclas J e K;
  • para simples seleção de item, utilize P (previous) e N (next);
  • a tecla V abre o item selecionado em seu endereço original (infelizmente o bloqueador de pop-up precisa estar desabilitado);
  • selecione o modo de simples listagem digitando 2, ou abra todos os itens digitando 1;
  • envie o item selecionado por e-mail para um amigo através do atalho E;
  • para ver todos os itens em tela cheia, use a tecla U. Tecle de novo para abrir a coluna de opções na esquerda;
  • e use a tecla ? para descobrir outros atalhos.

Ah sim, você pode assinar este blog no Google Reader ou em outro leitor de feeds. Mas se preferir receber por e-mail avisos sobre novos posts publicados, utilize esta função.

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Compra do Jaiku pelo Google esquenta mercado de microblogging

10 10 2007

Google loves JaikuFoi anunciada ontem a compra do serviço de microblogging Jaiku pelo Google. Já era hora que uma grande aquisição nesse segmento acontecesse. Eu tinha apostado que o Yahoo compraria o Twitter (e ainda acredito nessa hipótese), mas errei totalmente meu prognóstico sobre o Jaiku. Em meu post sobre microblogs, eu reconhecia a superioridade da interface desse sistema finlandês, mas achava que ele acabaria ficando em segundo plano. Como todo movimento do Google é acompanhado com grande interesse, podemos esperar um salto do Jaiku nos próximos meses. Quem sabe veremos em breve a sua integração com o orkut, Google IG, Gmail, blogger, etc.

O segmento continua dominado pelo Twitter, mas a prática de microblogging já se afastou do relato simples do que se está fazendo no momento (o próprio slogan do Twitter é “What are you doing?”). Acho bacana a forma de se compartilhar links para assuntos recentes, sem que se queira escrever um longo post no blog. É interessante também observar como algumas empresas estão se apropriando do microblogging. Destaco o uso do Twitter pela BBC (veja aqui a versão brasileira).

Logo do SoupMas se você acha o microblogging muito curtinho e sem graça, tente experimentar um tumblelog! Trata-se de uma versão mais multimídia que fica no meio do caminho entre um blog e um microblog. Enquanto o Tumblr estreiou o conceito, o Soup rapidamente chegou oferecendo inovações. Além de poder montar uma rede social (OK, isso não pode ser mais considerado novidade), você pode importar suas atualizações no Digg, Flickr, del.icio.us, eBay, LiveJournal, StumbleUpon, Twitter, YouTube, etc. Ou seja, o Soup serve como central de sua vida na Web 2.0.

Mas voltemos ao Jaiku. Vale comentar que seu co-fundador, Jyri Engeström, é um acadêmico antenado! Formado em comunicação, com mestrado em Ciências Sociais e doutorando em “Organisation, Work and Technology” (hein?), Jyri tem uma teoria muito interessante sobre o que chama de objetos sociais. E sua proposta de 5 princípios para serviços da Web 2.0 parece precisa. Para saber mais, veja o vídeo abaixo (que eu estava por postar há muito tempo!) de sua palestra “Microblogging: tiny social objects on the future of participatory media”. Você pode visualizar/baixar o Powerpoint dessa palestra no Slideshare.

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A busca por novos mecanismos de busca

9 10 2007

Logo do Live Search Os sites especializados vêm falando muito sobre o lançamento oficial dos novos mecanismos de busca do Yahoo e da Microsoft (o Live Search). Lançados nas últimas semanas, representam uma busca pelo tempo perdido. Se nos primeiros tempos da Web o Yahoo era quase sinônimo de mecanismo de busca (ao lado do AltaVista, lembra dele?), hoje parece quase impossível concorrer com o Google, que em agosto alcançou 56.5% do mercado (o Yahoo detinha 23.3% e a Microsoft 11,3).

Além dos imperativos estratégicos, o Yahoo tem razão em tentar oferecer resultados mais significativos em menos páginas (mas, quem não quer isso?). De acordo com uma pesquisa que a empresa realizou, apenas 15% do uso de mecanismos de busca têm sucesso na primeira tentativa. Outras 3 ou 4 tentativas são necessárias para se encontrar o que se quer. Conforme Vish Makhijani, vice-presidente do Yahoo! Search, o consumidor quer respostas completas, não apenas um punhado de links. Para o Yahoo, as respostas corretas podem ser também algo diferente de links, como fotos, vídeo ou mesmo música. De fato, o que chama mais a atenção do mecanismo é a nova interface.

YahooPor outro lado, um recurso bastante noticiado, o Search Assist, me pareceu um pouco idiota! A proposta é oferecer dicas instantâneas de refino da busca, baseado nos resultados mais clicados. Para testar os novos mecanismos, fiz uma busca por “blogs and reputation“. Enquanto eu ia digitando, vejam o que as sugestões que o Yahoo me ofereceu:

Certamente eu não tinha qualquer interesse em sabe mais sobre celebrity baby blog (de qualquer forma, deixo aí o link para seu divertimento!). Isso é o típico exemplo de uma boa idéia para desenvolvimento em Ajax, que acaba não tendo nenhum outro sentido além do espanto inicial.

Aproveitando esse teste, usei as mesmas palavras-chave no Google, no Live Search e no Answers.com. Este último, para minha surpresa, foi o que ofereceu resultados mais próximos de meus interesses.

Durante meus testes, aproveitei para anotar quantos resultados cada mecanismo de busca disse ter encontrado: Google (7.540.000), Yahoo (21,700,000), Live Search (9.240.428) Answers.com (608,000), SearchMash (15,100,000). Estranha essa diferença, não?

Interface do SearchMashTestei também o SearchMash, que vale a pena conhecer. Trata-se de um projeto do Google (apesar da marca da empresa não aparecer) para testar novas idéias para a interface de seu mecanismo de busca. Gostei particularmente da barra lateral onde se pode encontrar resultados específicos para imagens, verbetes na wikipédia e até mesmo posts de blogs. Para saber mais sobre o projeto, veja a resenha do SearchEngineWatch.

A verdade é que o uso de um sistema de quantificação de links para o julgamento de como ordenar os resultados após uma determinada busca resulta em uma mistura muito grande de conteúdos. É justamente nesse sentido que alguns mecanismos de busca vêm segmentando-se. Talvez o mais conhecido entre nós seja o Google Scholar, que apresenta resultados que deveriam ser relevantes para pesquisadores. Infelizmente, o sistema mistura muitas matérias jornalísticas, o que prejudica a qualidade dos resultados. Poderíamos dizer que o Technorati e o Google Pesquisa de Blogs seriam também segmentados, pois fazem suas buscas em apenas um conjunto de páginas na Web: posts de blogs.

De fato, existe hoje uma grande quantidade de novos mecanismos especializados em certos tipos de busca. Para Ebrahim Ezzy, trata-se da emergência da Busca 2.0. Enquanto a primeira geração dos mecanismos hierarquizava os sites a partir de seu conteúdo e a segunda geração avalia seus resultados em virtude do número de links que cada página recebe, a terceira geração seria caracterizada pela personalização, processos colaborativos, experiência multimídia e serviços especializados.

Veja a seguir uma lista dos melhores mecanismos de busca alternativos sugerida pelo excelente AltSearchEngines em diferentes categorias:

AfterVote – Social Search
Audiobaba – Music Recommendation
Answers.com – Facts Search
ChaCha – Guided Search
Cognitionsearch – Semantic Search
GoshMe – Meta Meta Search
Hakia – Meaning Based Search
KartOO (fr) – Clustering Search
Knuru – Business Search
Krugle – Code Search
Mahalo – Human-powered Search
MP3Realm – MP3 Search
Nutshell – Meta Search
Omgili – Social Search
PeekYou – People Search
Pixsy – Photo Search
Quintura (ru) – Discovery Search

Agora se você achou esta lista pequena, deleite-se neste verbete da Wikipédia ou baixe esta lista dos 100 melhores mecanismos de busca alternativos. Mas, se você achou este post muito sério, divirta-se com uma versão rosinha do Google (o Pinkle) e com a interface do mecanismo de busca do Google do ano de 1407 (dica de Elisa Hoerle).

PS: a parte mais divertida na escrita deste post foi perceber que o domínio livesearch.com não é da Microsoft e nos leva para um outro mecanismo de busca fake!