Síndrome tigróide humana: um pseudo-artigo científico

11 02 2008

S�ndrome Tigróide HumanaConselho a mestrandos e doutorandos: a linguagem científica dá cara científica até ao que não é científico! Como prova cabal deste postulado, recomendo a leitura cuidadosa deste profundo (digo, hilário!) artigo.

Para quem não sabe, “tigre” no jargão médico (pelo menos aqui no sul) é aquele paciente cheio de queixas, que não segue as recomendações médicas. Pois o médico Leandro Arthur Diehl decidiu dedicar (digo, perder!) seu tempo na descrição minuciosa dessa “sindrome tigróide”. O uso do linguajar acadêmico e a formatação do artigo são diversão garantida.

Para estudar (digo, morrer de rir!) essa síndrome, que cada vez mais acomente os brasileiros, não deixe de ler o PDF.


Ações

Informações

12 respostas

12 02 2008
Sean

*

vou pedir pra ele formatar minha tese.

*

12 02 2008
alexprimo

Sean, seu tigre… :-)

12 02 2008
Camila

Quando eu parar de rir, eu comento. Em tempos de dissertação, qualquer coisa p rir, vale. Muitooo obrigada! bjs

12 02 2008
MC

ahahahahahahaha o thiago já tinha me dito que ele e os colegas marcaram “tigrínia” nos idiomas do orkut.

tá perfeito esse artigo! e acho que esse referencial (http://www.henry.eti.br/pagina.php?IdPagina=463) seria útil pra diagnosticar pacientes com STH :P

12 02 2008
MC

os pacientes deveriam marcar os itens do referencial que citei no comentário anterior e assim os médicos poderiam calcular a probabilidade de eles terem ou não STH ahahahahhaha

12 02 2008
alexprimo

Excelente dica, MC. Mas tem muito tigre que não passa no checklist de pobreza. Olha que paciente médico é o pior tigre que existe!

15 02 2008
Luiz Otávio Correa

Caro Alex Primo, caros internautas,

estou lendo um livro muito legal que diz muito sobre a “sobriedade” de alguns artigos científicos pós-estruturalistas. O livro se chama “Como a picaretagem conquistou o mundo, de Francis Wheen. Vale a pena lê-lo.
Um abraço para todos,
Luiz Otávio Correa.

15 02 2008
alexprimo

Boa dica, Otávio! Obrigado. Vale a pena também ler o livro “Imposturas Intelecutais”.

15 02 2008
Darceley

E ai Alex, tudo beleza?
Estou vendendo cartões corporativos do Governo, por acaso você não quer um? Faço um “descontinho” pra ti!!!
Dá até para comprar suco de laranja em casas de informática. O.O
Muito bom mesmo, sucesso de vendas em Brasília e São Paulo!!!
Se tu comprar um, leva junto uma maleta executiva Sansonite, para guardar as retiradas em dinheiro na “boca do caixa”. Oferta válida até 15/02/08 – Hehehehe
Picaretagem, infelizmente, é a lei deste país.
Abração

20 02 2008
Evaldo

Oi, é por causa dessa formatação enfadonha de muitos artigos médicos que prefiro ler blogs.
Muitos colegas, para demonstrarem autoridade no assunto e autoridade acadêmica, incorporam esta forma de se expressar até quando escrevem blogs.

Ninguém é imune à Sindrome Tigróide, e os médicos, que entram em contato com ela, podem adquirir a Síndrome Nasossupina, produzido pelo polipeptídeo arrogantina.

O tratamento pode ser encontrado conhecendo o Prof. Dr. Patch Adams, conforme nos apresenta no seu Blog, o prof. Antonio Ozaí

Valeu pela dica!

20 02 2008
Evaldo

Oi, tô deixando o link do prof Antonio Ozaí, pois não colou:
http://www.espacoacademico.com.br/028/28pol.htm

Abçs

9 06 2008
Leandro Arthur Diehl

Olá,
Muito obrigado pelas elogiosas referências a meu artigo e à minha pessoa.
Sinto-me extremamente lisonjeado em ver que minhas horas e horas de vadiagem malemolente redigindo esse artigo foram recompensadas pelo riso e descontração de alguns colegas.
A descrição da STH é obviamente uma sátira, com finalidade apenas jocosa – mas quem é que, no dia-a-dia do trabalho médico, nunca sentiu a dificuldade de lidar com um paciente que apresentasse alguma(s) dessas características descritas no artigo?
Pseudociência como esta da STH é interessante e útil, no meu ponto de vista, quando utilizada dessa forma, como alívio cômico para o stress do cotidiano, mas deve ser condenada e combatida quando praticada com intenção de lucro ou de substituição à verdadeira ciência.
Um abraço!

Deixe um comentário