Parte 2/3 – A cobertura dos casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann em jornais, blogs e no Twitter

30 10 2008

Este segundo post sobre o encadeamento midiático entre blogs, Twitter e jornais dá prosseguimento à análise da cobertura e da discussão sobre os casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann.

Conforme relatei antes, todos os textos sobre aquelas investigações publicados nos 3 jornais da amostra e no Twitter foram coletados entre 27 de abril a 12 de maio de 2008. Por outro lado, como o volume de textos na blogosfera era significativamente maior, não foi possível ler e classificar todos os posts disponíveis. Logo, utilizou-se o mecanismo de busca Technorati para a geração de gráficos do volume de publicações diárias sobre os casos. Em virtude de limitação da ferramenta de gráficos desse serviço, as imagens abaixo mostram um período maior do que os 16 dias antes analisados:

Para ampliar, clique na imagem

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Os gráficos acima consideram apenas os posts que mencionavam os nomes completos de Isabella Nardoni e Madeleine McCann. Ou seja, sabe-se que o número de posts sobre os dois casos investigados é muito maior, pois muitos são aqueles que se referem às meninas apenas pelo primeiro nome ou por apelido. Mesmo assim, tal expediente foi necessário pois a filtragem de textos que tratavam de outras pessoas com os mesmos nomes não seria possível.

Como se vê, os mesmos picos observados nos gráficos do post anterior sobre as publicações no Twitter também estão presentes nos gráficos acima. O aniversário de desaparecimento da menina inglesa, a divulgação dos laudos que incriminavam o pai e a madrasta de Isabella e a entrevista da mãe desta última coincidem com um aumento significativo de postagens. Esses dados revelam que blogs e microblogs são muito responsivos à materiais jornalísticos. Esses espaços virtuais sediam um debate público continuado sobre os mais diversos temas. (Claro, deve-se reconhecer que uma importante parcela dos posts provinha de blogs jornalísticos.)

Pode-se observar que os posts sobre de Isabella Nardoni aparecem na blogosfera logo após a divulgação da notícia da morte da menina. Antes disso, não se observa nenhum post que mencione a menina. Por outro lado, diferentemente da grande mídia, a blogosfera permanecia tratando do caso Madeleine mesmo que não houvesse nenhuma notícia nova (no período anterior ao aniversário das investigações). Ou seja, os blogs oferecem mediação para que notícias não sejam esquecidas no dia seguinte ou que sejam simplesmente assimiladas sem maior crítica. Pelo contrário, no breve período investigado, e mais especificamente no Twitter (onde se fez uma categorização das mensagens), foi possível reconhecer uma reflexão pública contínua sobre os fatos noticiados, sobre violência contra crianças, como também um debate crítico sobre a exploração da mídia sobre os casos.

Veja a seguir um gráfico gerado pelo mecanismo Blogpulse que ilustra comparativamente os picos de publicação de posts que mencionavam os nomes completos das meninas.

No post de segunda-feira discutirei as principais conclusões desta investigação. Além disso, vou compartilhar o texto completo da pesquisa.





A cobertura dos casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann em jornais, blogs e no Twitter – parte 1/3

29 10 2008

Existe um “encadeamento” entre blogs, microblogs (mais especificamente o Twitter) e jornalismo tradicional? Essa foi uma das questões que me levou a acompanhar a cobertura de dois casos que movimentaram a imprensa e a opinião pública no primeiro semestre deste ano.

Muito discutimos sobre a importância da blogosfera no debate e na circulação de notícias. Além disso, circulam também muitas hipóteses sobre como um meio com apenas 140 caracteres (os microblogs) podem participar da cobertura de fatos noticiosos e de sua discussão. Ao mesmo tempo, circulam ainda muitas idéias preconceituosas que desconfiam que blogs e o Twitter oferecem pouca ou nenhuma contribuição social. E mais, inclusive antogonizariam com o que se entende (ou se entendia) por jornalismo.

A partir desses elementos, parti para uma observação sistemática da circulação de notícias e discussões sobre dois casos de violência contra crianças que, na época do estudo, ocupavam as primeiras páginas dos jornais. Para tanto, busquei reunir todo o material sobre os casos Isabella Nardoni e Madeleine McCain que encontrei em 3 jornais brasileiros (Folha de São Paulo e os jornais gaúchos Zero Hora e O Sul), na blogosfera (via Technorati) e no Twitter (via Twitter Search, antes chamado de Summize). O período analisado foi de 27 de abril a 12 de maio de 2008. O 16o. dia foi incluído em virtude da entrevista da mãe de Isabella no Fantástico, no Dia das Mães.

Durante o intervalo mencionado, quantificou-se o número de matérias (no miolo e na capa) e o número de cartas de leitores presentes nos 3 jornais avaliados. Os resultados podem ser observados na tabela a seguir. Vale lembrar que a dimensão das matérias (em cm/col) não foram consideradas.

No mesmo período, foram encontrados 440 tweets sobre o caso Isabella e 188 sobre o caso Madeleine (que completava naquele momento um ano de investigações). Cada uma dessas mensagens foi lida e classificada. Buscou-se avaliar se elas citavam organizações midiáticas tradicionais ou se eram de autoria dessas mesmas instituições (visando identificar o encadeamento midiático), se traziam opiniões sobre os casos, ou se faziam piada (humor negro) sobre as notícias. Tweets de outros tipos foram aglutinados na categoria “outros”. Como se verá no gráfico sobre o caso Madeleine, 4% das mensagens não puderam ser avaliadas em virtude do idioma.

No primeiro caso, foram encontrados 145 links para outros sites. Dentre as mensagens que citavam os meios massivos, 134 criticavam a cobertura da mídia. Ao investigar-se quais hashtags foram utilizadas para organizar a discussão sobre o caso, as seguintes foram encontradas: #isabella (9); #casoisabella (15); #isabellanardoni (5); #nardoni (1).

Já o caso Madeleine movimentou 178 tweets. Como se vê na imagem seguinte, a maior parte das mensagens (70%) foi enviada pelas próprias organizações midiáticas, trazendo links para as matérias em seus sites jornalísticos. Dentre os tweets que mencionavam os meios de comunicação de massa, apenas 4 faziam críticas à cobertura midiática. No total, foram registrados 148 links em tweets para outros sites na Web. Apenas uma hashtag foi encontrada: #madeleine

A seguir, veja a ilustração da quantidade de tweets nos dias observados. Os picos no gráfico indicam discussões sobre o primeiro aniversário do desaparecimento de Madeleine, a entrevista da mãe de Isabella no Fantástico e a divulgação dos laudos deste caso.

Em um próximo post eu apresentarei os resultados sobre a cobertura dos casos na blogosfera e darei continuidade à discussão dos dados desta pesquisa.

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PS: Agradeço especialmente a Ricardo Golbspan pela dedicada participação nesta pesquisa





Ganhadores da promoção da 2a. edição de “Interação mediada por computador”

27 10 2008

Há duas semanas, em comemoração ao lançamento da segunda edição de meu livro “Interação mediada por computador”, lancei esta promoção para o sorteio de 3 volumes. Vejam abaixo as respostas que chegaram à provocação: “O que estão perdendo aquelas pessoas que não lêem blogs?”:

Saulo Carvalho
Quem não lê blogs está perdendo uma excelente oportunidade de interagir com a informação que consome, escolhendo, construindo, destruindo, qualificando, referenciando, espalhando… Será que isso tem tanta importância assim na “era da informação”? 

Edton
Não ler blogs é rejeitar a oportunidade de enriquecer-se intelectualmente, elevar o senso crítico e a capacidade de leitura, além de perder a oportunidade de aumentar o círculo de amizades com pessoas que possuem e formam opinião. 

Fabio Montarroios
Estão perdendo textos sem lead; vídeos de pessoas sem o adesivo “REPORTAGEM” no carro; não ouvem um técnico de futebol dando explicações no vestiário; e nada de nomes famosos e do pessoal da TV. Mas o mais impressionante é que elas se encontram lá e se deparam com a tal da liberdade de expressão. 

Hans Peder Behling
Um Blog foi o espaço mais interacional numa disciplina de especialização em EaD na UNISUL. A boa vontade em participar, aliada a uma plataforma mais familiar e amigável do que o AVA permitiu trocas mais ricas entre os interlocutores. Assim, todos ampliaram seus repertórios individuais, significando e ressignificando várias vezes os assuntos em debate. 

Amarílio Floriano
Não estão perdendo nada, assim como as pessoas que não seguem os estudos, não vão ao teatro, não fazem planos, não discutem sua comunidade, não tecem redes de conhecimento/relacionamento, não querem saber de computador, não se arriscam, não sonham, não vivem. Não sei é o que ganham.

Rafael Reinehr
A comunicação é, deste modo, a superação da radical não-comunicabilidade da experiência vivida enquanto vivida”. Esta frase de Paul Ricoeur resume o significado da Blogosfera: um retorno à capacidade humana de comunicar suas vivências em intensidade e alcance até então inimagináveis.

Joel Minuscul
Quem não lê blog perde a oportunidade de conferir informações que vão além da mera informação, que é regida pelo olhar opinativo do blogueiro e desenvolvida através dos comentários dos leitores. Ou seja, perde a oportunidade de de participar de um processo em que as pessoas deixam de ser meros leitores, para construir de forma coletiva o conhecimento.

Patrícia Pizzigatti Klein
Perde quem a blogs não lê a forma mais autêntica e democrática de produções que temos hoje: culturais, literárias, críticas, imagéticas, experimentais e o que mais se experimente. Perde encontrar pessoas que pensem como ou diferente da gente, em qualquer lugar que estejam, e assim, a oportunidade de trocar experiências com um mundo novo.

Mônica Elisa Moreira de Albuquerque
Aquele que não lê blog perde a oportunidade de se inserir num lugar onde as facilidades das mídias digitais se perfazem com maior ênfase. Além da sociabilidade, da interatividade e do processo comunicacional mais igualitário, proporciona um espaço perfeito para o conhecimento e o pensamento crítico.

Lia
Quem não lê blogs perde terabytes de informações relevantes e em primeira mão; perde trabalhos importantes por não encontrar as pessoas ou as fontes certas; perde a possibilidade de conhecer pessoas com interesses similares.

Ana Priscila Clemente
As pessoas que não lêem blog estão perdendo a oportunidade de discutir a construção do conhecimento.

Juliana Marciano
As pessoas que não lêem blogs estão perdendo os verdadeiros bastidores da notícia, seja ela de cunho jornalístico, crítico ou meramente distrativo. Perdem a chance de receber a informação sem filtros. Perdem a chance de lidar com vários pontos de vistas e de dar vida ao próprio. Perdem a chance de se transformarem em seres ilimitados.

Vicente Medeiros
Estão perdendo a oportunidade de receberem informações objetivas e segmentadas, além de limpas de tendências e de interesses de anunciantes. Perdem, também, a chance de estabelecerem um canal com o emissor, característica que sempre foi inviável desde a história do jornalismo. Be Logged, internautas!

Allysson Viana
Os que não lêem blogs perdem a oportunidade de se debruçarem num espaço que serve como vigorosa fonte de registro e conhecimento, que proporciona um lugar para discussão, instigando a reflexão e formação do pensamento crítico. Logo, perdem a possibilidade de se inserirem numa esfera pública digital.

Jackson Medeiros
Pessoas que não lêem blogs perdem ao não conhecer opiniões diversificadas. A blogosfera permite que muitas visões de um mesmo fato sejam absorvidas, discutidas e disseminadas, sendo assim capazes de criar conhecimento.

Marta Maia
Quem deixa de ler blogs perde a paciência. Paradoxal? Sim, porque nessa enorme teia que é a rede, há informação em todos os pontos. Se você não tem referências ficará enredado, sem saída. Há que se conhecer para desconsiderar. Há que se ver, se ler, para saber e se inteirar.

Camila
Quem não lê blog perde em não conhecer diversas opiniões, ora sobre o mesmo tema, ora sobre temas diversificados. Perde a oportunidade de saber da “boca de quem escreve” o que este alguém pensa, sem editor ou coisa parecida. Quem não lê blog, sobretudo alguns como o do Alex, deixa de saber as noticias mais quentes do ciberespaço, da vida, do mundo.

Rildo Ferreira dos Santos
Quem não lê blogs participa apenas daquilo que a classe hegemônica nos proporciona participar, ou seja, fica sabendo apenas aquilo que quer que saibam, ainda que a verdade esteja escamoteada. Os blogs representam a autonomia da intelectualidade já dito por Kucisncki. Neles conseguimos acessar alguns saberes que os donos dos meios não querem que saibamos. É libertador! É a expressão viva da democracia e do direito de expressão de todos e todas e de cada um, sem que alguém nos diga “isso não vamos publicar!”.

André
Estão perdendo a chance de estar atualizados com as tendências, novidades, idéias, informações e tudo que os melhores blogs da Internet podem fornecer. Pensar em coolhunting, NoMedia, mídia externa, etc. sem buscar dados, novidades e inspiração nos blogs é quase impossível.

Suzana Silva
Acho que podem haver várias razões para as pessoas que não lerem blogs:
- Poderá ser porque muitas pessoas ainda não têm conhecimento do que é realmente a Internet e o mundo que a rodeia (dificuldades financeiras na obtenção de um computador, ignorância, têm o computador mas não têm acesso à Internet, etc.;
- Poderá ser porque nem sabem o que significa a palavra blog;
- Poderá ser porque mesmo sabendo o que são blogs não sabem como criar um;
- Poderá ser porque após criarem um blog não sabem como colocar lá informação, nem aplicações para tornar o blog mais interactivo;
- Poderá ser porque sabem o que são blogs, sabem criar um mas acham que poderá ser uma perca de tempo;
- Poderá ser porque perdem imenso tempo a alimentar o blog e isso requer dedicação e muita disponibilidade;
- Poderá ser porque por inumerosas razões dependendo da opinião pessoal de cada um, da experiência pelo mundo da Internet, por falta de tempo, acesso a um computador, internet, etc.
Acho que da forma como a sociedade está evoluindo, a palavra blog assim como outras monoculturas associadas ao mundo virtual, devem ser exploradas por todos independentemente da raça, religião, idade ou nível de escolaridade. O mundo está a evoluir, evolua também! 

Marcelo Muraro
Aquelas pessoas que não lêem blogs estão perdendo a oportunidade de conhecer novas oportunidades de interação, socialização e obtenção de informações na web. Ainda não estão “conectadas”  neste novo ambiente virtual.

Marco Hisatomi
Ao ler e participar de BLOG cria-se interação, de forma assíncrona, porém de construção do conhecimento. Esta interação tem objetivos infinitos, pois diferentes pessoas e de várias áreas do conhecimento podem colaborar e ampliar o conhecimento. Portantol, as pessoas devem ler os Blogs.

Nívea Braga
O Ministério da Saúde adverte: blogs são o melhor remédio para lidar a veloz circulação de informações na contemporaneidade.
Quem não os lê, perde a chance de compartilhar interesses e opiniões em escala global. Perde a chance de tentar construir (e constituir) novos espaços de debate e troca de idéias.
Perde a oportunidade de obter informações variadas sobre tudo, até mesmo sobre política, futebol e religião – um farto e variado self service de informações, em contraposição ao serviço a la carte dos meios de comunicação social tradicionais.
E neste caso, especificamente, perde-se a chance de ganhar um livro imperdível como este que trata os diferentes tipos de interação midiáticas. Cadê o meu, Primo?

Wellington Borges
A meu ver, as pessoas que ainda não lêem blogs o fazem por falta de familiaridade com este gênero.  Apesar da velocidade com que ele tem se popularizado, devemos considerar que ele ainda é algo novo para muita gente.  Eu mesmo não tinha o hábito de ler blogs a um ano trás e agora me considero um leitor assíduo. Inevitavelmente, blogs se tornarão mais e mais populares.  Até lá, quem não lê blogs deixa de ter uma valiosa ferramenta de acessoa à informação (que aliás, abrange conteúdos que vão desde o que vai acontecer em telenovelas à metadiscussões como esta).

Deco Salgado
R: Tempo.

Mônica Schieck
Se lembrarmos do atentado as Torres Gêmeas, em 11/09, onde a imprensa ficou impedida de divulgar detalhes do que estava acontecendo e foi nos blogs que as informações ganharam o mundo; se na campanha para Presidente em 2006 a força da militância foi estimulada, também, pelos blogs de apoio ao Lula; se durante a guerra do Iraque houve uma inversão na cobertura da imprensa, os blogs pautaram o jornalismo impresso; se o atual candidato a Presidência dos EUA, Baracak Obama, além de utilizar todas ferramentas disponíveis na rede, mantém o Blog Obama’08 com informações atualizadas sobre sua candidatura desde dezembro de 07; pode-se afirmar que, hoje em dia, quem não busca a informação através dos blogs está para além de desinformado!

Paulo Santos
Quem não ler blog, no mínimo, está perdendo de acompanhar um fenômeno fantástico dos nossos dias. Uma mídia que tem oferecido a cada individuo (ou entidade) uma maneira de comunicação já mas vista e que irá evoluir nos próximos anos aquirindo cada mais poder de interferir em temas grandes,de mudar a nossa realidade.

Ana Lúcia Galdino
As pessoas que não lêem blogs continuam sendo manipuladas pela mídia e seus formatos “massificadores”. As “fontes” utilizadas nos veículos tradicionais, hoje estão disseminando o conhecimento que possuem sem precisar de atravessadores. Os blogs e as redes sociais estão socializando o conhecimento de uma forma irreversível.

jrbenk
“Estão perdendo o fio da meada. Pelo menos são wireless.”

Marcelo Borges Almeida
O que fazem as pessoas??
Usam PCs, acessam o internet Explorer, finalizam arquivos para gráfica no Power Point, diagramam com Comic Sans, não sabem como se faz um JB e compram um iPhone para telefonar… tsc 

Walter Araújo
Estão perdendo a chance de se manterem informados por um meio muito mais democrático e de construir a informação juntamente com o meio. Aqueles que só acessam os meios de comunicação tradicionais se limitam a apenas receber a informação editadas pelos mesmos. Perdem a oportunidade de desenvolver a capacidade de comunicação que todos temos e que será cada vez mais utilizado no futuro. E viva a interação!

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Pois aqui está a lista dos ganhadores do livro:

  • Suzana Silva
  • Nívea Braga
  • Vicente Medeiros

Por favor, entrem em contato comigo através do formulário de contato para combinarmos a entrega. Parabéns! E obrigado a todos que participaram da promoção, com frases criativas e boas argumentações :-)





Hora do Mac – episódio 2

27 10 2008

Já está no ar (“no ar?”) o segundo episódio do podcast Hora do Mac. Nesse episódio são discutidos os seguintes assuntos: pacotes de escritórios para Mac, o novo OpenOffice, Cloud Computing, fim do Mac Mini, nova patente da Apple, desempenho financeiro da Apple, troca de iPhone na Vivo, novidades da Belkin no Brasil e comentários de ouvintes.

Esses foram os aplicativos destacados no segundo programa:

Para escutar ou assinar o podcast, visite o blog Hora do Mac.




Sensacional coleção de conversores de textos

22 10 2008

Por mais que eu me esforce em criar polêmicas e divulgar resultados de minhas pesquisas sobre a blogosfera, meu post mais popular de todos os tempos continua sendo este: Geradores de texto para todos os gostos.

Já pensei em superá-lo. Mas desisti. Tudo pareceria uma cópia, uma continuação (sequel) caça-níqueis. Mas eis que hoje de manhã, acompanhando o Twitter do Marmota, veio uma inspiração….

 T e Pewter Lowercase Letter x T IMG_4823

Que tal transformar textos sem graça, dando-lhes estilo e movimento? Ou, quem sabe, desafiar seus leitores mais ligeiros? Seus problemas acabaram! Descubra agora mesmo como dar mais vida às suas experiências linguísticas. Veja a seguir como converter seus textos sem graça em algo realmente diferente.

Podemos começar de cabeça para baixo. Já que seus leitores vão precisar plantar bananeira para ler, será que podemos dizer que isso sim é um texto interativo? (valeu Marmota!)

˙ǝʇuǝɹǝɟıp ǝʇuǝɯlɐǝɹ oƃlɐ ɯǝ ɐçɐɹƃ ɯǝs soʇxǝʇ snǝs ɹǝʇɹǝʌuoɔ oɯoɔ ɹınƃǝs ɐ ɐɾǝʌ ˙sɐɔıʇsínƃuıl sɐıɔuêıɹǝdxǝ sɐns sà ɐpıʌ sıɐɯ ɹɐp oɯoɔ oɯsǝɯ ɐɹoƃɐ ɐɹqnɔsǝp ¡ɯɐɹɐqɐɔɐ sɐɯǝlqoɹd snǝs ¿soɹıǝƃıl sıɐɯ sǝɹoʇıǝl snǝs ɹɐıɟɐsǝp ‘ǝqɐs ɯǝnb ‘no ¿oʇuǝɯıʌoɯ ǝ olıʇsǝ sǝɥl-opuɐp ‘ɐçɐɹƃ ɯǝs soʇxǝʇ ɹɐɯɹoɟsuɐɹʇ lɐʇ ǝnb

Assim ficou fácil de ler. Melhor seria converter as letras latinas em caracteres gregos.

Θυε ταλ τρανσφορμαρ τεχτος σεμ γραçα, δανδο-ληες εστιλο ε μοϝιμεντο; Ου, θυεμ σαβε, δεσαφιαρ σευς λειτορες μαις λιγειρος; Σευς προβλεμας αξαβαραμ! Δεσξυβρα αγορα μεσμο ξομο δαρ μαις ϝιδα àς συας εχπεριêνξιας λινγυíστιξας. Ϝεσα α σεγυιρ ξομο ξονϝερτερ σευς τεχτος σεμ γραçα εμ αλγο ρεαλμεντε διφερεντε.

Sem graça? Prefere algo mais sonoro? Código Morse serve?

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Claro, a conversão no Google Tradutor de português para alemão e de volta para português (repetindo o processo 2 vezes), não poderia faltar.

Que tal transformar textos sem graça, Stilo lhes uma indemnização e se movem? Ou talvez frustrar os leitores mais leve? Seus problemas estão apenas! Saiba agora como experiência para dar mais vida a sua língua. Aqui está como seus textos sem piedade em algo realmente diferente.

OK, já tá fichando chato. Que tal escrever seu nome em uma sopa de letrinhas? Ou quem sabe com smileys? Fotos do Flickr? Prefere pichá-lo em um muro, ou simplesmente criar uma tag para grafitar? Quer escrever textos em inglês em estilo diferente? Que tal um jeitão meio Yoda?

Já que você chegou até aqui, quem sabe ganhar um pouco de cultura? Saiba tudo sobre a língua do P. Ou consulte este interessante dicionário multimídia da língua brasileira dos sinais (Libras). Aproveite também para aprender o alfabeto em Libras.

 





Podcast “Hora do Mac”

21 10 2008

Você já deve saber que sou um “mac-chato”. Aquele tipo que não cansa de falar bem de macs e esconde todos os problemas que encontra.

Pois agora tenho um novo espaço na podosfera para exercitar essa “evangelização”. Trata-se do novo podcast “Hora do Mac”, que apresento ao lado de Cristiano Costa, Felipe Kellerman e Fernando Caprio Jr.

No blog da Hora do Mac você pode escutar os programas e assinar o RSS, para baixar automaticamente todas as atualizações.





UOL muda layout mas não inova

16 10 2008

Ontem o UOL apresentou sua nova homepage. A interface anterior certamente mostrava sua defasagem. Em tempos de Web 2.0, onde os cantos arredondados e brilhosos abundam, o UOL insistia em deixar tudo encaixotado. Muitos dos retângulos (e, portanto, os cantos retos) foram eliminados. Conforme explica o site:

O design, mais limpo, conta com letras maiores e o uso prioritário da cor branca, o que proporciona um ambiente mais arejado. O novo desenho traz mais imagens e em formatos maiores, para acompanhar o crescimento e a melhor definição dos monitores do público e o aumento do acesso em banda larga.

Antiga home da UOL

Antiga home do UOL

O site realmente ficou mais claro, pois antes era muito fechado e escuro. Por outro lado, algumas informações parecem soltas na tela. Vi alguns assinantes reclamando que agora se sentem confusos (vale a pena ler alguns dos mais de 2 mil comentários publicados). Ora, arejar não pode significar eliminar pontos de atenção e organização visual. O interessante é que agora os anúncios que ocupam toda a lateral direita chamam ainda mais atenção. Um comentarista chegou a dizer que o UOL aumentou a quantidade de propaganda. Medidas as duas colunas publicitárias pode-se ver que o espaço é praticamente igual, ainda que de fato pareça maior.

Home nova do UOL

Home nova do UOL

A parte superior da interface mudou muito pouco. Já a altura da página exige ainda mais rolagem, o que é ruim pois demanda mais trabalho na leitura e na localização dos canais na longa tripa do menu da esquerda. Dos 1024 pixels de largura, apenas uma pequena faixa é reservada para conteúdo. De toda forma, parece que nem o UOL ficou satisfeito com a mudança, pois já avisa que nova maquiagem está prevista para 2009.

É lamentável ver que a página mais visitada do Brasil continue com cara de velha apesar da plástica. E olha que já foram realizadas 17 atualizações nos 13 anos de vida do portal.





Ganhe o livro “Interação Mediada por Computador” – 2a. edição

13 10 2008

Não pude esconder minha alegria ao ouvir de Luis Gomes, editor da Sulina, que a primeira edição de meu livro havia esgotado. Em um país que pouco lê, e tratando-se de um livro teórico, a venda de 1000 exemplares da primeira fornada em pouco mais de um ano é uma honra.

Por isso, queria celebrar com vocês o lançamento da segunda edição de meu livro “Interação Mediada por Computador: comunicação, cibercultura, cognição“.

No dia 27 de outubro, vou sortear 3 livros para aqueles que responderem esta questão até o dia 26: 

  • “O que estão perdendo aquelas pessoas que não lêem blogs?”

Para participar, utilize o formulário de contato deste blog (encontre essa aba no topo da página). As respostas não podem ter mais de 300 caracteres. Ao final do texto, por favor inclua uma autorização de publicação de seu texto aqui neste blog.

Ah, claro, vale apenas uma resposta por pessoa! :-)





A defesa do diploma de jornalista não é tão importante…

8 10 2008

 

…quanto a discussão sobre a formação universitária em jornalismo. Mas o que se esconde por trás desse título provocativo?

Você já deve ter visto o selo aí ao lado em vários blogs e sites. Na verdade, essa campanha nacional da Fenaj tem desdobramentos em diversas mídias. Se você ainda não a conhece, dê antes uma rápida olhada neste vídeo:

Além da ameaça de desregulamentação do Jornalismo, muitos ainda se preocupam com o avanço da blogosfera. Exemplo disso é a patética capa da revista Imprensa deste mês que decreta que “blogueiro não é jornalista”. O Noblat, em recente palestra em Porto Alegre, ironizou a capa: “Eu sou jornalista e sou blogueiro”. Mas, não parou por aí. Defendeu que muitas pessoas na blogosfera, que não são jornalistas, fazem bom jornalismo. ”Os amiguinhos não gostam que eu diga isso”, provocou.

Há muitos anos dizia-se que a liberdade de expressão existia apenas para os donos de jornais. Temo que alguns queiram hoje adaptar a frase para: “a liberdade de expressão deve existir apenas para os jornalistas”. Essa certamente não é a defesa da maior parte dos profissionais em jornalismo. Mas com certeza frequenta o imaginário de muitos radicais.

Para falar a verdade, essa discussão extremada entre panfletários (“blogs são sempre melhores que a mídia de massa”) e apocalípticos (“a blogosfera é a lixolândia”) já cansou faz tempo, não é?

É mais do que legítimo que uma categoria defenda seus interesses. Por outro lado, discordo de algumas peças alarmistas da campanha da Fenaj que aponta que a desregulamentação é uma ameaça à democracia. Exagero retórico.

No meio do fogo cruzado, contudo, não tenho visto um interesse maior em avaliar a própria formação universitária em jornalismo no Brasil. Essa discussão sim é mais urgente e necessária. De que adianta defender um diploma se ele pouco atesta? Prefiro um texto bem escrito, investigativo e opiniativo de alguém com outra formação do que outro de um recém formatado (o erro de digitação é proposital) acrítico. Parece-me que hoje abundam “técnicos” em jornalismo, que obedecem calados às imposições das grandes instituições midiáticas. Por outro lado, pouco ousam e se acomodam, simplesmente codificando a informação na técnica do texto jornalístico. Jornalismo era mais do que isso…

Em tempo, alguém poderia defender que do ponto de vista meramente industrial (o ciclo produtivo da finalização e circulação dos produtos jornalísticos), as empresas massivas alcançaram excelência. Mas podemos dizer o mesmo do jornalismo em si?

Se você está arrepiado com estas provocações, calma! Quero defender a formação universitária de qualidade. Mas não concordo que o diploma possa ser defendido em si mesmo, de forma essencializada. Não creio que a simples postura sindicalista ou corporativista seja suficiente. 

Acho interessante que na área da propaganda não existe exigência de diploma. Mesmo assim, as agências (pelo menos em Porto Alegre) preferem aqueles com formação universitária. É nesse sentido que não fico apavorado com proposta do ministro da educação Fernando Haddad.

Sim, é preciso avaliar a formação dos jornalistas no país e reconhecer que a palavra não pode ser autorizada apenas àqueles sindicalizados. O debate certamente é muito mais complexo do que mostro aqui. Mas que ele seja aprofundado então. Que não se limite à palavras de ordem e paradigmas antigos.





Por que Lawrence Lessig ainda encanta falando as mesmas coisas? (Ecos do Digital Age 2.0)

7 10 2008

Lawrence Lessig (por Alexandre Fugita)

Pois é, o Digital Age 2.0 2008 trouxe para a abertura do evento ninguém menos que Lawrence Lessig. E adivinhe: ele deu praticamente a mesma palestra que vem ministrando há anos. E isso foi ruim? Claro que não!

Depois de já ter lido alguns de seus livros (destaque para The future of ideas: the fate of the commons in a connected world), ter escutado uma palestra inteira dele em um audiobook e não poder assisti-lo no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, eu não poderia perder essa oportunidade. Quando recebi o convite do IDG para assistir ao evento como blogueiro convidado, dei um jeito de trocar minha passagem já comprada para o Rio (eu palestrei no outro dia no Rio Info 2008).

A palestra de Lessig em São Paulo era praticamente a mesma que eu tinha escutado no audiobook. Mas com um grande diferencial: poder assistir a performance multimidiática do cara! Mas se ele vem basicamente remixando a si mesmo nos últimos anos, por que ainda encanta e provoca as platéias? Aqui vão algumas razões:

  • Como advogado americano, ele conhece muito bem o problema do qual trata;
  • Além de criticar o sistema de direitos autorais reservados (ainda que não queira o destruir), ele propôs um novo sistema de direitos, ainda mais flexível que o GPL: o Creative Commons. Ou seja, Lessig não se resume à crítica, mas apresenta propostas sólidas;
  • Suas apresentações em Keynote (claro, ele não usa Powerpoint!) são matadoras! Cada slide fica na tela apenas por alguns segundos. Por vezes, trazem apenas uma única palavra. Em outros momentos, mostra trechos de vídeos hilários do YouTube. Tudo em um timing perfeito. Dinâmico e didático ao mesmo tempo.

A palestra gira em torno do seguinte problema: com a mudança da tecnologia, muda o sentido do copyright. Ora, regulações que faziam sentido em um uma época podem não fazer em outra. Com a informática popularizam-se as formas de enviar informações para todo o mundo. Logo, como ainda insistir em paradigmas antigos já que com a tecnologia digital todo uso transforma-se em cópia? A partir disso, Lessig trata das conversações em rede e da criativa cultura remix.

Por outro lado, insiste que toda essa colaboração não enfraquece o mercado. Pelo contrário, cria novos valores. Como exemplo ele citou a compra do Flickr pelo Yahoo. O livre compartilhamento na rede gera novos modelos de negócios.

Ao final, depois de tanta polêmica nos últimos anos, ele provocou: “Sou um velho comunista tentando preservar o copyright na era digital”!
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Eu não poderia deixar de mencionar a excelente organização do evento, a qualidade das palestras e o atendimento carinhoso do IDG e da Rosa Arrais Comunicação.

Além de tudo isso, foi um prazer reencontrar amigos (como Daniela Bertocchi) e poder conhecer pessoalmente pessoas tão interessantes que já acompanhava na blogosfera: Edney Souza, Ricardo Cabianca, Tiago Dória, Juliano SpyerAndré Deak, e Pedro Markun. Mais uma vez pude testemunhar o clima de camaradagem que reina entre os blogueiros, essa gente que anda desbravando novos mundos e criando novas formas de trabalho e interações.