A semana passada terminava. De repente, uma mensagem tomou conta do Twitter por estas bandas: “Don’t Click: http://tinyurl.com/amgzs6″. Claro, boa parte dos twitteiros não aguentou a curiosidade e clicou, caindo nesta página: http://www.umoor.eu/blog/yes-we-can.php. Ela trazia apenas um botão que, sejamos sinceros, avisava para não se clicar. Mais uma vez os curiosos (eu incluído!) clicaram. Logo em seguida, todos os seguidores desses curiosos (incluindo os meus!) receberam a mesma mensagem: ”Don’t Click: http://tinyurl.com/amgzs6″.
O dia 12 de fevereiro, quando eu mesmo cliquei no “Don’t Click”, marcou o estouro exponencial da disseminação da praga — como também o seu fim. Vejam o gráfico abaixo (Fonte: Cnet News).
Mas o que essa experiência de clickjacking pode nos ensinar sobre o Twitter?
Desta vez tudo não passou de uma brincadeira inofensiva. Veja aqui o relato do autor da pegadinha, onde ele conta que aprendeu o truque com outro exemplo que vinha se reproduzindo na rede há duas semanas. Mas, como eu já tinha comentado antes (apesar de não ter seguido meu próprio conselho), as TinyUrls podem esconder códigos com más intenções. Cuidado, don’t click! Ou melhor: Take care when clicking.
Lição 2: apesar da pegadinha inofesiva e do potencial risco envolvido, podemos mais uma vez constatar a força do Twitter como rede social. Não apenas pela rapidez com que o link se espalhou, mas também pela confiança que depositamos em quem assinamos. Eu cliquei no link por que ele foi enviado pelo Gilberto, meu orientando de mestrado. Ou seja, a rede se forma, se mantém e se dinamiza pelos laços mantidos entre seus participantes. Por outro lado, isso não quer dizer que somos máquinas clicadoras, que repassamos tudo o que recebemos. Se assim fosse, toda estratégia de marketing viral teria o sucesso esperado pelas agências. Nem tampouco podemos supor que a comunicação humana é a mesma coisa que uma transmissão viral.
Já esta semana começou com um debate sobre press release, organizado pela tag #pesquisapr. A proposta iniciou com a seguinte mensagem de rmacomunicacao: “Pesquisa rápida aqui no twitter! Conte o que vc pensa sobre o Press Release e use a tag #pesquisapr . RT, pf.” Essa provocação fazia parte de uma campanha de divulgação daquela agência. De toda forma, ela nos lembra que há muito tempo o Twitter ultrapassou sua proposta inicial (What are you doing?).
Não quero aqui comentar mais uma vez como o Twitter vem sendo usado para estratégias promocionais, blá, blá, blá. Quero destacar como um grupo de interessados conseguiu manter um debate encadeado apesar de interagirem em uma ferramenta muito distinta de um fórum.
A tag é um protocolo social que precisa ser aceito e utilizado pelos participantes. Através desse recurso e do mecanismo de busca Twitter Search a discussão se organiza e pode ser recuperada. Ou seja, mesmo que o projeto inicial do Twitter focasse o simples envio de informações sobre o seu cotidiano, conversações dinâmicas e aprofundadas (apesar dos 140 caracteres) podem ser mantidas através dessa ferramenta.
Apesar dos recursos limitados do Twitter, uma rede social pode manter sua coesão conversacional a partir de um encadeamento simbólico e por protocolos sociais, como o uso de tags. Em outras palavras, é a interação que dá forma à rede social, e não apenas o botão “follow”.






Já o caso Madeleine movimentou 178 tweets. Como se vê na imagem seguinte, a maior parte das mensagens (70%) foi enviada pelas próprias organizações midiáticas, trazendo links para as matérias em seus sites jornalísticos. Dentre os tweets que mencionavam os meios de comunicação de massa, apenas 4 faziam críticas à cobertura midiática. No total, foram registrados 148 links em tweets para outros sites na Web. Apenas uma hashtag foi encontrada: #madeleine

##GrEkK0o## pensou muito em como chegar na gatinha da turma ao lado. Navegando em seu blog, descobriu o user dela no Twitter. Logo pensou em escrever: “140 caracteres é muito pouco para dizer o quanto te adoro”. Mas achou meio piegas… ficar assim se declarando. Preferiu dar uma espiada na página dela no Twitter. Navegando em interações alheias, achou esta mensagem de uma tal de Natinha: “Querida, nada vai acabar com nosso amor”. Sem pensar muito, ##GrEkK0o## enviou um tweet privado : “140 caracteres não são suficientes para medir o buraco em meu coração”.

Se o jornal impresso de fato terminar, eu não sentirei saudades do papel pardo e poroso com imagens borradas e que sujam nossas mãos. Por outro lado, já confessei aqui que adoro ler o jornal de manhã na mesa do café ou lê-lo no fim-de-semana deitado na rede. Nestes momentos, o que menos quero é estar na frente de um notebook. Torço para que de fato o tão esperado papel digital seja logo desenvolvido, pois ainda gosto muito da interface das grandes páginas de jornais. Elas permitem uma visão panorâmica que os sites e monitores não podem oferecer. Gosto também de ir “escaneando” página por página, caderno por caderno, descobrindo notícias que eu não leria ou não perceberia na versão online de um jornal.
Sendo assim, você pode manter-se muito informado sobre assuntos cujo interesse é compartilhado naquele grupo de “twitteiros”. Essa leitura seletiva é ótima para uma ultra-especialização em determinados assuntos. Por outro lado, pode nos isolar de outros temas que, a princípio, não atrairiam nossa atenção.
Foi anunciada ontem a
Mas se você acha o microblogging muito curtinho e sem graça, tente experimentar um
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E como quase tudo na Web 2.0, o microblogging virou uma febre instantânea. De uma hora para outra, o Twitter pipocou nas páginas da blogosfera. Enquanto se lê um post, fica-se sabendo se o blogueiro está escrevendo um artigo, indo viajar ou jogando mega-drive. A ênfase no instante, na transmissão online do aqui e agora, é facilmente percebida pelo uso constante do gerúndio. Blogar é dizer o que se pensa sobre algo que se fez, leu ou viu; microblogar é dizer o que se está fazendo. No blog, se pensa sobre o que se escreve; no micropost, se escreve!
Meu colega 
