Se você circula pelo mundo da tecnologia, e mesmo que não use um Mac, já se divertiu com a campanha da Apple em que um gordinho conservador diz ser um PC e um cara descolado se apresenta como Mac. A série de comerciais tirava um sarro de quem usa Windows, com muita ironia e com orçamento baixíssimo (ou seja, pura criatividade). Veja abaixo alguns exemplos.
E que tal esse com Gisele Bündchen?
Depois de muitos anos, a Microsoft decidiu contra-atacar. Primeiro lançou os vídeos abaixo, nos quais, para tentar fazer alguma graça, Bill Gates chega a rebolar e imitar um robô. Nem o aposentado humorista Jerry Seinfield (que usava macs em seu seriado) conseguiu salvar esses vídeos.
Já li algumas “leituras semióticas” desses comerciais, que tentam desvendar o sentido oculto nos roteiros! No primeiro vídeo, os sapatos apertados que Gates experimenta representariam a Apple. Já disseram que a velhinha chata do segundo comercial seria Steve Jobs, já que ela trabalha há 12 anos na casa, o mesmo tempo de Jobs na Apple. Enfim…não tenho paciência para fazer um esforço para vislumbrar onde essa desastrada campanha queria chegar. Tanto é que foi cancelada.
Agora, a Microsoft lança novos comerciais, mostrando pessoas comuns repetindo o bordão “Hi, I’m a PC” (viaUbimídia). De fato, a campanha é mais criativa. Contudo, chama ainda mais atenção para os comerciais anteriores da Apple.
Nessa briga videográfica, para mim quem fica com a última palavra é a inspirada quadrinista Nitrozac. Ela sim sabe o que diz!

A multiplicação, à nossa volta, de modelos pré-fabricados, generalizados pelo software comercial, conduz a uma impressionante padronização das soluções, a uma uniformidade generalizada, quando não a uma absoluta impessoalidade, conforme se pode constatar em encontros internacionais tipo Siggraph, nos quais se tem a impressão de que tudo o que se exibe tenha sido feito pelo mesmo designer ou pela mesma empresa de comunicação.
Em fevereiro, aproveitei o intervalo de almoço para visitar as principais lojas de móveis modulados para reformar nosso quarto. Observei que todas as empresas utilizam o mesmo software
…você diz para a sua esposa em uma loja no shopping: “Que tecido macio! Clica para ver…”.
Se você for ao exterior e avistar alguém usando Nike Shox, pode sair falando português que deve ser algum conterrâneo. Nunca um tênis caiu tanto no gosto do brasileiro quanto esse modelo. Abaixo do calcanhar parece haver um sistema de molas, como aquele utilizado por personagens de desenho animado em fuga. Já vi professor de educação física relatando os problemas ortopédicos que esse tênis pode causar. De qualquer maneira, ainda é o mais indicado para caminhar no shopping.
Mas o legal de toda moda é que ela passa. Como é fácil hoje comprar falsificações do Shox, o melhor é passar para o Adidas Bounce.
Já o sistema Wave da Mizuno trabalha com a propagação de energia em forma de onda. Mas o que funciona retoricamente é a imagem de onda do mar, com a qual se parece o design das borrachas coloridas abaixo do calcanhar. O movimento do mar e até mesmo o prazer de estar ou correr na praia também agem na mente no momento da decisão de compra.
Mas preciso confessar, o meu sistema preferido é o da Olympikus. A tecnologia Tube é revolucionária (é, “tubo” seria muito tupiniquim…melhor apelar sempre para estrangeirismos!!!). Ela se baseia no mesmo sistema de engenharia adotado em prédios japoneses. Ora, se é bom para vigas, certamente é bom para seu calcanhar!
O Converse All-Star nunca entrou nessa briga. A empresa continua satisfeita com seus poucos milímetros de esponja. Diante de tanta humildade, quero oferecer gratuitamente meus préstimos publicitários. Depois de muita pesquisa, aqui vai o slogan que criei: “All-Star – total impact” (claro, “impacto total” seria muito tupiniquim).
A resposta para a pergunta do título é simples: oligopólio. Como na maior parte das cidades a Net é a única operadora de TV e internet a cabo, eles não estão muito preocupados em atender bem seus clientes. “Como somos a única opção, ralem-se os clientes”. Sei que em Pelotas a Net tem uma concorrente importante. Não é surpresa saber que lá existem outros preços e pacotes. Infelizmente, o atendimento telefônico da Net é tão ruim quanto em qualquer outro lugar, já que os robôs, digo, atendentes do telemarketing são os mesmos.

Justificativa: Todos sabemos que as organizações terroristas contemporâneas funcionam em rede. E é isso justamente que assusta: se antes podia-se localizar um grupo terrorista em uma determinada floresta, por exemplo, hoje seus membros dispersam-se por vários países mantendo a comunicação entre si. Como se vê, existe aí uma demanda ainda insatisfeita, um importante nicho a ser coberto por uma rede de relacionamentos online para a interconexão dos participantes da rede.
Justificativa: Diante de um imenso público de adolescentes que ingressaram em uma profissão muito cedo, este novo serviço de interação online de redes de tráfico buscará misturar características de diversão juvenil do MySpace com funcionalidades profissionais do LinkedIn.
Justicativa: Como o orkut oferece apenas uma interface para colecionar amigos, comunidades de interesse e ferramentas para julgar se uma pessoa é confiável (ícone de sorriso), legal (ícone do gelo) e sexy (ícone de coração), esta rede visa um novo nicho. Através dela você poderá reunir seus inimigos, disparar spam e vírus para todos ao mesmo tempo, julgá-los com ícones de facas, forcas e gotas de sangue.
Justificativa: A web não é uma rede igualitária. A maior parte dos brasileiros não tem acesso ao ciberespaço. E, como se não bastasse, uma rede de relacionamentos para a elite abastada está para ser lançada:
Justificativa: Este serviço baiano, que leva este singelo título, serve para… nada. Afinal de contas, uma boa rede é para se descansar.


Você fica então se perguntando por que o segundo maior portal do Brasil não junta os dois primeiros passos em uma única janela. Intrigado, você indaga por que esta empresa que atua em diversos países da América Latina lhe mostra uma tela apenas confirmando o óbvio. Será que essa informação não poderia ser mostrada através de uma janela sobreposta, programada em Ajax? Ah, talvez o Terra não saiba o que é isso. O caro leitor não precisa conhecer esse jeitão Web 2.0 de programar sites. Mas um portal não saber…francamente. Outra coisa: será que não ensinaram ao Terra que existem outras formas mais inteligentes e menos intrusivas de se ganhar dinheiro com propaganda na segunda geração da Web?
Ah, você percebeu que os nomes de algumas pastas estão em português, enquanto de outras em inglês? Chique, hein?
Hoje, contudo, a página inicial de meu navegador é o
O jornalista do Estadão queria saber se, ou melhor, ele insistia que uma dessas redes de relacionamento se transformará no site onde encontraremos tudo o que precisamos. Discordo dessa aposta. Quanto mais serviços se inclui em um mesma interface, mais se corre o risco de perder o foco. Veja-se por exemplo o orkut. No dia 11 de julho, a simpática indiana Nandini noticiou no 
