
Lawrence Lessig (por Alexandre Fugita)
Pois é, o Digital Age 2.0 2008 trouxe para a abertura do evento ninguém menos que Lawrence Lessig. E adivinhe: ele deu praticamente a mesma palestra que vem ministrando há anos. E isso foi ruim? Claro que não!
Depois de já ter lido alguns de seus livros (destaque para The future of ideas: the fate of the commons in a connected world), ter escutado uma palestra inteira dele em um audiobook e não poder assisti-lo no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, eu não poderia perder essa oportunidade. Quando recebi o convite do IDG para assistir ao evento como blogueiro convidado, dei um jeito de trocar minha passagem já comprada para o Rio (eu palestrei no outro dia no Rio Info 2008).
A palestra de Lessig em São Paulo era praticamente a mesma que eu tinha escutado no audiobook. Mas com um grande diferencial: poder assistir a performance multimidiática do cara! Mas se ele vem basicamente remixando a si mesmo nos últimos anos, por que ainda encanta e provoca as platéias? Aqui vão algumas razões:
- Como advogado americano, ele conhece muito bem o problema do qual trata;
- Além de criticar o sistema de direitos autorais reservados (ainda que não queira o destruir), ele propôs um novo sistema de direitos, ainda mais flexível que o GPL: o Creative Commons. Ou seja, Lessig não se resume à crítica, mas apresenta propostas sólidas;
- Suas apresentações em Keynote (claro, ele não usa Powerpoint!) são matadoras! Cada slide fica na tela apenas por alguns segundos. Por vezes, trazem apenas uma única palavra. Em outros momentos, mostra trechos de vídeos hilários do YouTube. Tudo em um timing perfeito. Dinâmico e didático ao mesmo tempo.
A palestra gira em torno do seguinte problema: com a mudança da tecnologia, muda o sentido do copyright. Ora, regulações que faziam sentido em um uma época podem não fazer em outra. Com a informática popularizam-se as formas de enviar informações para todo o mundo. Logo, como ainda insistir em paradigmas antigos já que com a tecnologia digital todo uso transforma-se em cópia? A partir disso, Lessig trata das conversações em rede e da criativa cultura remix.
Por outro lado, insiste que toda essa colaboração não enfraquece o mercado. Pelo contrário, cria novos valores. Como exemplo ele citou a compra do Flickr pelo Yahoo. O livre compartilhamento na rede gera novos modelos de negócios.
Ao final, depois de tanta polêmica nos últimos anos, ele provocou: “Sou um velho comunista tentando preservar o copyright na era digital”!
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Eu não poderia deixar de mencionar a excelente organização do evento, a qualidade das palestras e o atendimento carinhoso do IDG e da Rosa Arrais Comunicação.
Além de tudo isso, foi um prazer reencontrar amigos (como Daniela Bertocchi) e poder conhecer pessoalmente pessoas tão interessantes que já acompanhava na blogosfera: Edney Souza, Ricardo Cabianca, Tiago Dória, Juliano Spyer, André Deak, e Pedro Markun. Mais uma vez pude testemunhar o clima de camaradagem que reina entre os blogueiros, essa gente que anda desbravando novos mundos e criando novas formas de trabalho e interações.


Depois dessa longa lista de usos do Twitter, não posso deixar de dizer que ela está incompleta. Nada foi mencionado sobre o uso do serviço por vegetais!!! Sim, você deve ter lido este grande post apenas para saber como sua samambaia pode entrar em contato com você.
Ontem participei da banca de mestrado de Cristiane Lindemann. Sua dissertação, “O perfil da notícia no webjornalismo participativo: uma análise do canal vc repórter, do Portal Terra”, foi orientada no PPGCOM/UFRGS pela professora Virgínia Fonseca. Durante a banca, juntamente com as professoras Marcia Benetti (UFRGS) e Christa Berger (Unisinos), pudemos rediscutir uma série de grandes temas do webjornalismo participativo.
Além disso, e sobretudo, o “Erramos” normalmente ocupa um espaço de baixíssima visibilidade. As correções deslocadas e atrasadas acabam descontextualizadas, com baixo poder informacional.
No contexto do webjornalismo participativo, mais especificamente no que toca o gatewatching (ver o artigo de Primo e Träsel citado anteriormente), prática semelhante ocorre no 


Você fica então se perguntando por que o segundo maior portal do Brasil não junta os dois primeiros passos em uma única janela. Intrigado, você indaga por que esta empresa que atua em diversos países da América Latina lhe mostra uma tela apenas confirmando o óbvio. Será que essa informação não poderia ser mostrada através de uma janela sobreposta, programada em Ajax? Ah, talvez o Terra não saiba o que é isso. O caro leitor não precisa conhecer esse jeitão Web 2.0 de programar sites. Mas um portal não saber…francamente. Outra coisa: será que não ensinaram ao Terra que existem outras formas mais inteligentes e menos intrusivas de se ganhar dinheiro com propaganda na segunda geração da Web?
Ah, você percebeu que os nomes de algumas pastas estão em português, enquanto de outras em inglês? Chique, hein?
Hoje, contudo, a página inicial de meu navegador é o
O jornalista do Estadão queria saber se, ou melhor, ele insistia que uma dessas redes de relacionamento se transformará no site onde encontraremos tudo o que precisamos. Discordo dessa aposta. Quanto mais serviços se inclui em um mesma interface, mais se corre o risco de perder o foco. Veja-se por exemplo o orkut. No dia 11 de julho, a simpática indiana Nandini noticiou no
Além do
O Flock ainda facilita o envio de links para amigos e o uso de serviços de
E como quase tudo na Web 2.0, o microblogging virou uma febre instantânea. De uma hora para outra, o Twitter pipocou nas páginas da blogosfera. Enquanto se lê um post, fica-se sabendo se o blogueiro está escrevendo um artigo, indo viajar ou jogando mega-drive. A ênfase no instante, na transmissão online do aqui e agora, é facilmente percebida pelo uso constante do gerúndio. Blogar é dizer o que se pensa sobre algo que se fez, leu ou viu; microblogar é dizer o que se está fazendo. No blog, se pensa sobre o que se escreve; no micropost, se escreve!
Meu colega 
